Internacional

Repressão em Lear na Argentina

Nicolás del Caño denunciou a Polícia Nacional e a Justiça

28 Oct 2014   |   comentários

Na manhã do dia 27 de outubro o deputado nacional Nicolás del Caño (PTS/FIT) junto aos advogados Myriam Bregman e Matías Aufieri denunciaram a Polícia Nacional Argentina e seu responsável Sergio Berni pelos graves atos repressivos da semana anterior, quando essa força desalojou os trabalhadores da Lear de um ato na Panamericana e organizações solidárias utilizando métodos de repressão violentos e (...)

(27/10/2014) Na manhã do dia 27 de outubro o deputado nacional Nicolás del Caño (PTS/FIT) junto aos advogados Myriam Bregman e Matías Aufieri denunciaram a Polícia Nacional Argentina e seu responsável Sergio Berni pelos graves atos repressivos da semana anterior, quando essa força desalojou os trabalhadores da Lear de um ato na Panamericana e organizações solidárias utilizando métodos de repressão violentos e ilegais.

Mesmo assim, o deputado Del Caño acompanhado pelo presidente do PTS, José Montes, Guillermo Pistonesi e Carlos Platkowski, fizeram uma audiência com a juíza federal que atende o caso, Sandra Arroyo Salgado, e o fiscal federal Fernando Domínguez.

Apesar de Arroyo Salgado ter negado sua ligação com a repressão da semana passada, os dirigentes do PTS indicaram-no àjuíza como responsável pelos fatos repressivos na Panamericana, e da crescente violência que utiliza a polícia contra os manifestantes. Frente àviolência ilegal exercida pelas tropas da polícia e que foi vista por milhões de telespectadores ao vivo, a juíza não atuou oficialmente para penalizar criminalmente os responsáveis da repressão. Por sua vez, o fiscal expressou sua opinião de que a polícia deveria ser apartada desses operativos já que “frente aos episódios como os ocorridos, essa força não pode seguir intervindo†, afirmou.

Na denúncia apresentada por Del Caño e os advogados do CEPRODH, se expressa que além de uma feroz repressão desatada centralmente quando já não havia manifestações sobre a autopista, houve duas detenções ilegais, cinco carros apreendidos, dois trabalhadores feridos que tiveram que sofrer cirurgias, e mais de 40 feridos, entre eles o deputado Nicolás del Caño com 7 balas de borracha, e José Montes com importantes ferimentos de balas de borracha no peito.

Del Caño denunciou especificamente a perseguição sofrida pelo PTS por se solidarizar com os trabalhadores demitidos de Lear e colocou que tanto ele como Christian Castillo deputado estadual do PTS/FIT, vem sendo reprimidos seletivamente.

Na apresentação judicial realizada na manhã de 27 de outubro se detalha também que desde que começou o conflito de Lear “são oitenta e oito (88) os militantes de nossa organização feridos com distintas gravidades, vários deles tendo que se submeter a intervenções cirúrgicas, fraturados, baleados, ou intoxicados com gás, em uma clara e inédita perseguição política ao fim de uns poucos meses contra uma organização que luta atua junto aos lutadores das mais sentidas causas sociais; vinte e três militantes privados ilegalmente de sua liberdade e com processos penais tramitando após serem reprimidos no marco de mais um legítimo protesto social; e os carros de oito membros de nossa organização foram destruídos a golpes e levados†.

Além da denúncia apresentada, a Direção Nacional do PTS solicitou uma audiência com a Dra María Romilda Servini de Cubría, juíza eleitoral, com o fim de lhe colocar a preocupação e o repúdio ante a escalada repressiva contra esse partido integrante da Frente de Izquierda y de los Trabajadores.

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