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Nicolás Del Caño fechou o ato do PTS em Argentinos Juniors

09 Dec 2014 | Nicolás Del Caño subiu a fechar o ato. O jovem deputado do PTS na Frente de Esquerda e dos Trabalhadores esteve acompanhado por dirigentes e parlamentares do PTS: Cecilia Soria, Ulises Jimenez, Noelia Barbeito e outros legisladores de Mendoza, Laura Vilches, Patricio Del Corro.   |   comentários

Depois de escutar aqueles que me precederam, da presença de todos vocês, nos sentimos orgulhosos do grande partido que estamos construindo. Aqui passaram os lutadores mais destacados que deu este ano a classe trabalhadora, esta dura luta que levou a que a CGT opositora e a CTA tivessem de convocar duas paralisações gerais.

Depois de escutar aqueles que me precederam, da presença de todos vocês, nos sentimos orgulhosos do grande partido que estamos construindo. Aqui passaram os lutadores mais destacados que deu este ano a classe trabalhadora, esta dura luta que levou a que a CGT opositora e a CTA tivessem de convocar duas paralisações nacionais.

Mas enquanto os sofrimentos dos trabalhadores e do povo aumentam, no Parlamento não se cansaram de votar leis a favor das distintas frações da classe capitalista. Deram as costas àsituação do povo trabalhador. Os aposentados ganham 3200 pesos, depois de trabalhar toda a sua vida.

Votaram leis como a entrega escandalosa dos recursos energéticos, a serviço da Chevron. Votaram o Código Civil a pedido do Vaticano. Votaram subsídios milionários às empresas. E esta semana, o Código Processal Penal a pedido de Berni, para perseguir os imigrantes. Mas a classe operária é uma e sem fronteiras.

Nem sequer puderam eliminar o imposto ao salário com o qual roubam milhares de trabalhadores. E agora querem apresentá-lo como um prêmio. Mas o governo kirchnerista contou com um consenso direitista, o aval de toda a oposição patronal, de acordo com as medidas antioperárias. Tais são os Massa, os Macri, os Cobos, os Binner (a oposição patronal).

Todos estão de acordo em pagar a dívida externa aos abutres. Em criminalizar os imigrantes, a juventude e os que saímos a lutar. Os políticos dos capitalistas, que mandam seus filhos às escolas mais caras. Não tem nada a ver com o povo trabalhador.

Estas patronais para as quais governam não sentiram qualquer tremor no pulso para despedir milhares de trabalhadores, como vimos em Lear, Donnelley, Shell, Calsa, Valeo. Mais de 400 mil foram demitidos em todo o país. Mas aqui passaram os companheiros de Donnelley, que são um exemplo: é preciso ocupar e colocar a produzir toda fábrica que feche, com a estatização sob controle dos trabalhadores.

Defendemos um salário mínimo igual àrenda mínima familiar, que se indexe de acordo coma inflação. Defendemos a reestatização dos bancos sob controle dos trabalhadores, a nacionalização do comércio exterior. Nem um peso para pagar a dívida externa fraudulenta.

Seguirão querendo fazer com que a crise seja paga pelos trabalhadores, e nós repetimos: que a crise seja paga pelos capitalistas!

Este ano muito se falou do protagonismo da esquerda. Do avanço da esquerda, dos corpos de delegados, o papel de seus deputados.

Os deputados do PTS na FIT acreditamos que a repercussão nas bancadas não se deve essencialmente àmultidão de projetos que apresentamos, ou aos discursos e denúncias no Parlamento. Mas sim a que nossos foros estiveram àserviço de cada luta dos trabalhadores. Por isso, não foi casual que o SMATA (Sindicato dos Metalúrgicos da Argentina, oficialista) levou seus capangas àaudiência do Congreso, para insultar-nos e nos tentar amedrontar. Não é casual que Berni desde junho tenha atacado Christian Castillo e eu, com seus jornalistas alcagüetes. Mas teve de guardar seus policiais nos quartéis.

E não só estivemos com os companheiros de Lear e Donnelley. No verão de 2013 estivemos com os municipais de Lavalle em Mendoza, que conseguiram incorporar 400 trabalhadores no quadro de efetivos. Estivemos em Santa Cruz, quando consumaram esta vergonhosa condenação aos petroleiros de Las Heras. Pusemos em pé uma grande campanha junto a outras organizações. Estivemos no Norte, com os companheiros do Engenho La Esperanza, do SEOM, do Engenho San Juan de Tucumán, na gloriosa greve dos professores de Salta. Dezenas de milhares de pesos foram desde nossas bancadas para apoiar as lutas. Porque vivemos como um trabalhador, não como os deputados capitalistas, que vivem de privilégios como empresários. Estivemos com os jovens trabalhadores de Liliana, de Valeo em Córdoba, também na zona Norte, com as operárias de Kromberg, Gestamp, com a companheira Carla Lacorte e dezenas de familiares de vítimas de gatilho fácil, estivemos com 10 mil que marcharam em Córdoba.

Cumprimos o mandato que nos deram 1,3 milhão de jovens e trabalhadores que votaram na Frente de Esquerda. Uma FIT que conformamos com companheiros do PO e de Izquierda Socialista, e o impulsionamos este tempo todo. Em nossa Frente de Esquerda não há espaço para a centroesquerda papal, nem para a “esquerda†que apóia os empresários da soja. É a única coalizão política que levanta a perspectiva da independência dos trabalhadores. O peronismo na Argentina criou a consciência de que os patrões e os trabalhadores temos que ir no mesmo barco. A classe trabalhadora é a única capaz de emancipar todos os explorados e oprimidos. Por isto, este 1,3 milhão de votos, em que milhares de trabalhadores tomaram em suas mãos a campanha eleitoral, é uma grande conquista. Mas temos que levá-lo a milhões de trabalhadores, multiplicá-lo.

Quando os companheiros do PTS me propuseram a pré-candidatura a presidente, ante companheiros de tamanha tradição como José Montes, Raúl Godoy, Christian Castillo, fizemo-lo com o espírito de referendar o que fizemos em Mendoza. Ali, um de cada quatro jovens votou na FIT. Queremos conseguir este apoio da juventude precarizada em todo o país. Queremos fundir a juventude trabalhadora, a classe operária, as mulheres, com a esquerda.

Por isso para nós é uma tarefa primordial organizar as futuras gerações que começam a abraçar nossas idéias, a tarefa principal que temos os revolucionários. Colocamos nossas candidaturas para fortalecer a Frente de Esquerda.

A diversidade de opiniões, a luta de idéias, é o que torna forte nossa Frente de Esquerda. Ao contrário disso, vejamos o que aconteceu com o stalinismo, quando impôs o pensamento único. A luta de idéias é uma fortaleza. Assim como lutamos pela liberdade de tendências nos sindicatos, lutamos pela diversidade de idéias na FIT. Viva a Frente de Esquerda!

Muitos dizem que as idéias do socialismo e a classe trabalhadora estão fora de moda. Não é verdade. Muitos que lutavam há 30 anos estiveram como ministros nos governos de Menem, de De La Rúa, e do kirchnerismo. Muitos “setentistas†partiram a administrar um Estado a serviço dos mesmos que deram o golpe genocida.

Somente uma perspectiva revolucionária poderá superar este sistema de exploração e opressão. Temos de conquistar essas novas gerações, essa é uma tarefa primordial. Como dizia Leon Trotsky, a IV Internacional deve prestar a maior atenção às novas gerações do proletariado, dar-lhe confiança em suas próprias forças e no futuro, também o apoio nos setores mais oprimidos, como as mulheres.

Por isso colocamos: “Abramos passagem àjuventude, àmulher trabalhadora!â€

Vamos seguir lutando por recuperar as comissões internas, os sindicatos, para varrer a podre burocracia sindical. Os convidamos a militar junto ao PTS sob estas bandeiras.

O ato terminou com todo o estádio cantando o hino dos trabalhadores, A Internacional.

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