Repressão na USP

NOTA DO DCE-USP: Lutar por democracia não é crime: Nota de repúdio ao Ministério Público de São Paulo

06 Feb 2013 | DCE-Livre da USP – Gestão Não Vou Me Adaptar São Paulo, 05 de fevereiro de 2013   |   comentários

O DCE-Livre da USP vem a público repudiar a denúncia apresentada pelo Ministério Público de São Paulo àJustiça no dia 5 de fevereiro, que acusa os 72 estudantes, que foram detidos durante a violenta reintegração de posse do prédio da reitoria em 2011, de danos ao patrimônio público, pichação, desobediência judicial e formação de quadrilha.

Além disso, também repudia as declarações da promotora Eliana Passarelli, autora da denúncia, àimprensa que chama os estudantes de bandidos e criminosos.

Na nossa opinião, a intenção de criminalizar esses estudantes é um ataque ao movimento estudantil e aos movimentos sociais de conjunto, que possuem o direito democrático de livre expressão e manifestação.

Um dos principais problemas existentes hoje na USP é a falta de democracia na gestão da universidade, expressa hoje pelo atual reitor João Grandino Rodas. O convênio assinado com a polícia militar não foi em nenhum momento debatido junto àcomunidade universitária e não solucionou o problema da falta de segurança que até hoje permanece dentro da Cidade Universitária.
Por isso, em setembro de 2011, o DCE-Livre da USP realizou um ato público na Faculdade de Direito da USP contra a criminalização dos estudantes e em defesa da democratização da universidade, que contou com a presença do senador Eduardo Suplicy, do deputado estadual Carlos Gianazzi e do jurista Fábio Konder Comparato, além de diversos movimentos sociais.

Lutar por democracia e diálogo não é crime. O DCE-Livre da USP se posiciona contrário a qualquer tipo de punição a esses estudantes e convoca os demais alunos a seguirem na luta pela democratização da universidade.

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