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México: Abaixo a repressão aos professores e ao seu sindicato

15 Jan 2014   |   comentários

Ao longo de 2013, centenas de milhares de professores e professoras protagonizaram uma luta nacional contra a reforma privatizante da educação, e em defesa da educação pública e dos direitos dos trabalhadores da educação

Com um aparato de cerca de 450 granadeiros e o uso de retro-escavadeiras, na noite do dia 5 de janeiro, o governo do PRD (Distrito Federal), com sua forca policial impôs o fim do piquete dos professores da CNTE que se mantinham ocupados há pouco mais de 3 meses no Monumento a Revolução depois de se mudaram para lá depois de serem violentamente expulsos pela policia militar de seu piquete em Zocalo no dia 13 de setembro.

Ao longo de 2013, centenas de milhares de professores e professoras protagonizaram uma luta nacional contra a reforma privatizante da educação, e em defesa da educação pública e dos direitos dos trabalhadores da educação, inclusive, enfrentando uma violenta campanha de difamação nos meios de comunicação e uma constante repressão do governo, ameaças e intimidação policial, professores detidos e assassinados, por um governo que se diz democrático e que age cada vez mais de acordo com governo do PRI.

Encorajado depois de um ano impondo as reformas do chamado Pacto pelo México, o governo e os partidos do regime aprofundaram a repressão contra os setores que saíram em luta contra as medidas antipopulares e entreguistas, como as reformas da educação, de moradia e da energia, e no Distrito Federal contra o aumento na passagem de metro.

A partir de sua chegada ao governo da capital, a policia Mancera tem implementado uma política de criminalização e de repressão aos protestos sociais – particularmente contra a juventude e os professores -, como podemos ver no protocolo de controle de multidões que esta em vigor, o artigo 362 do código penal da capital, além das iniciativas para controlas as mobilizações e as dezenas de presos políticos detidos arbitrariamente e com muita violência no último ano. Com a repressão ao piquete da Praça da Republica, o PRD, se mostra mais uma vez como um partido pro-patronal a serviço de impor planos de fome e miséria a população, além de garantir a estabilidade do regime abafando as lutas, fazendo o trabalho sujo ao PRI na capital.

A partir do Movimento dos Trabalhadores Socialistas denunciamos e repudiamos a repressão de GDF, chamamos a cercar de solidariedade aos professores em luta e a tirarmos as lições que os companheiros docentes determinem. Frente a ofensiva do governo contra os trabalhadores e o povo, a criminalização e a repressão cada vez maior dos protestos sociais, é necessária a mais ampla unidade, organização e mobilização nas ruas.

Toda solidariedade aos professores em luta!

Abaixo a reforma da educação!

Movimento dos Trabalhadores Socialistas.

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