Movimento Operário

Marília fala sobre a reintegração de mais 23 metroviários! NINGUÉM FICA PRA TRà S!

11 Oct 2014   |   comentários

Dia 07 de outubro fui reintegrada ao meu posto de trabalho com mais 22 companheiros metroviários. Agora no total somos 35 reintegrados dos 42 que o Metrô e o governo de Alckmin demitiu injustamente por fazer greve. Ainda faltam 7 companheiros serem reintegrados, sendo que 4 tiveram a liminar de reintegração indeferida e outros 3 ainda vão passar por julgamentos separados porque são diretores do sindicato e tem estabilidade.

Agora o Metrô entrou com recurso para cassar a liminar de reintegração dos primeiro grupo, que é um grupo de 10 companheiros. Mas mesmo derrubando a liminar, não vamos deixar de lutar até que todos sejam reintegrados! NINGUÉM PODE FICAR PRA TRà S!

Por outro lado, temos que ter clareza que a justiça não está do nosso lado, que podemos ter algumas decisões favoráveis, mas que isso está totalmente relacionado com a campanha política que conseguiremos fazer. O Metrô esperou passar as eleições e, com o Alckmin reeleito no primeiro turno, se sentiu fortalecido para entrar com esse recurso. Isso mostra como as demissões são totalmente política, um capricho do governador para acabar com a disposição de luta que a categoria mostrou na greve desse ano.

Por isso temos que confiar nas forças dos trabalhadores e intensificar a campanha dentro da categoria e propagandear com tudo as medidas de solidariedade de outras categorias. Os trabalhadores da USP, frente aos 7 que tiveram sua liminar de reintegração negada e ànotícia de que o Metrô está tentando cassar a liminar dos primeiro 10 reintegrados, está dando um grande exemplo de solidariedade de classe ao retomar com tudo uma campanha pela readmissão de todos os metroviários! São esses exemplos que devem nos fortalecer e nos ajudar a impulsionar amplamente a campanha também no interior da categoria!

Também é necessário reabrir um debate com o PSTU que é a direção majoritária do Sindicato dos Metroviários, que desde o fim da greve vem apostando numa estratégia essencialmente jurídica, sem política de mobilização e de campanha, culpabilizando a categoria que “não quer se mobilizar†. Comemoram as reintegrações como uma vitória sem aprofundar nas contradições, dizendo que isso mostra como o resultado da greve não foi uma derrota.

As reintegrações são sim uma conquista importante, que são um golpe para o governo do PSDB, mas por não estarem apoiadas numa mobilização mais profunda tem pés de barro e podem ser derrubadas judicialmente. Por sua vez, a oposição burocrática e governista do PCdoB na categoria sequer participou dos poucos atos que fizemos e não realiza nenhum trabalho de base pela readmissão.

Não podemos ter nenhuma confiança na justiça! Não podemos permitir a desmoralização da categoria! Somente a mobilização e apoio da classe trabalhadora, poderá impor, inclusive juridicamente, o nosso retorno definitivo! É assim que vamos reestabelecer a confiança dos metroviários em suas própriás forças para enfrentar as próximas batalhas e ataques que os Metrô e o governo querem impor!

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