Internacional

Merkel e Hollande pressionam Putin para fechar acordo de plano de paz na Ucrânia

10 Feb 2015 | A chanceler alemã, Ângela Merkel, e o presidente francês, Francois Hollande, estiveram na sexta-feira (6) em Moscou em uma visita de urgência para negociar com Putin um plano de paz para o conflito na Ucrânia. Os Estados Unidos pressionam por medidas mais duras contra a Rússia e avalia o envio de armas a Kiev.   |   comentários

A chanceler alemã, Ângela Merkel, e o presidente francês, Francois Hollande, estiveram na sexta-feira (6) em Moscou em uma visita de urgência para negociar com Putin um plano de paz para o conflito na Ucrânia. Os Estados Unidos pressionam por medidas mais duras contra a Rússia e avalia o envio de armas a Kiev.

"As negociações transcorrem em formato trilateral sem participação de membros das delegações ou especialistas", disse Dmitri Peskov, porta-voz do Kremlin, àimprensa local.

Merkel e Hollande chegaram na sexta a Moscou depois de apresentarem na quinta suas propostas de paz em Kiev ao presidente da Ucrânia, Petró Poroshenko.

Antes de voar a Moscou, Hollande disse que a viagem buscava alcançar "um acordo global" sobre o conflito na Ucrânia, onde os combates se recrudesceram desde meados de janeiro.

"Todo o mundo é consciente de que o primeiro passo deve ser o cessar fogo mas que isto não pode ser tudo, que há que buscar um acordo global", apontou.

Merkel, por sua vez, assegurou em Berlim que "nunca" negociará "pelas costas" da Ucrânia sobre sua integridade territorial.

Os Estados Unidos disse estar a par do plano e respaldou a iniciativa diplomática europeia, ainda que tenham advertido que poderiam fornecer armamento defensivo a Kiev, caso continue a atual escalada do conflito na Ucrânia.

O vicepresidente dos Estados Unidos, Joe Biden, se reuniu na sexta (6) em Bruxelas com os presidentes da Comissão Europeia (CE), Jean-Claude Juncker; o Conselho Europeu, Donald Tusk, e a Eurocâmara, Martin Schulz, assim como com a vicepresidente comunitária e alta representante para a Política Exterior da UE, Federica Mogherini.

O vicepresidente dos EUA destacou que "reforçar a relação com a UE é uma das maiores prioridades" da Administração do presidente Barack Obama.

Sobre a Rússia, Biden foi taxativo ao considerar que a UE e os EUA devem seguir "unidos" e "firmes" para impedir que Moscou "redesenhe" as fronteiras do mapa europeu, algo que, em sua opinião, "é exatamente o que está fazendo".

A ministra da Defesa alemã, Ursula von der Leyen, se mostrou, em contrapartida, abertamente contrária a enviar armas a Kiev para combater os rebeldes pró-rusos do leste da Ucrânia, tal como defenderam os Estados Unidos.

"O envio de mais armas àUcrânia pode nos distanciar ainda mais da solução que queremos", assegurou Von der Leyen, contra a postura que há alguns dias está defendendo Washington.

Na sua avaliação, "já há armas demais na região", e o envio de mais armamento aos soldados ucranianos só pioraria a situação e aumentaria a violência.

A viagem de emergência de Merkel e Hollande, com que tentam chegar a um novo protocolo de trégua e negociações, acontece nos marcos de um recrudescimento da guerra no leste da Ucrânia e o aumento das tensões com a Rússia.

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