Movimento Operário

Marcelo Pablito Santos, sobre o dia 28 "É preciso um plano de luta ativo pra enfrentar os ajustes de Dilma"

26 Jan 2015   |   comentários

O próximo dia 28/01 é o chamado Dia Nacional de Lutas, convocado por seis Centrais Sindicais ligadas ao governo ou a patronal, como CUT, CGT, UGT, CSB, NCST e Força Sindical. O chamado coloca como centro a luta contra as Medidas Provisórias 664 e 665 dos ajustes do governo Dilma que buscam atacar os trabalhadores com a retirada ou diminuição de uma série de direitos trabalhistas. Estes ajustes de Dilma ocorrem ao passo em que o governo não toca um (...)

O próximo dia 28/01 é o chamado Dia Nacional de Lutas, convocado por seis Centrais Sindicais ligadas ao governo ou a patronal, como CUT, CGT, UGT, CSB, NCST e Força Sindical. O chamado coloca como centro a luta contra as Medidas Provisórias 664 e 665 dos ajustes do governo Dilma que buscam atacar os trabalhadores com a retirada ou diminuição de uma série de direitos trabalhistas. Estes ajustes de Dilma ocorrem ao passo em que o governo não toca um milímetro dos vultuosos lucros dos capitalistas. A CSP-Conlutas aderiu ao chamado do dia 28 de janeiro e também estará nas manifestações.

Sobre a participação no dia 28, Pablito Santos, diretor do Sintusp declarou que "O início do segundo mandato de Dilma já mostra a que veio. Com um cenário econômico conturbado, Dilma tentou esconder em seu discurso de posse os ataques que já estavam ocorrendo e tenta deixar o trabalho sujo na mãos do ministro Joaquim Levy. As MPs vão afetar principalmente os trabalhadores terceirizados e nas áreas de maior rotatividade como é a construção civil e o telemarketing. É um ataque duro ao conjunto da classe trabalhadora e não podemos aceitar".

Pablito completou "O Sintusp soltou hoje declaração onde enfatiza a necessidade de construir um forte plano de luta pra derrotar os ajustes do governo, bem como a necessidade de exigir das Centrais Sindicais um dia de paralisação nacional, organizando assim de forma muito mais contundente uma manifestação real desde a base, já que o dia 28/01, com um ato em São Paulo marcado às 10h no vão do MASP, não poderá ter um peso forte de trabalhadores de distintas categorias que estarão em sua grande maioria trabalhando". Pablito também pontuou que isso é apenas uma das mostras de que por enquanto não há a organização de uma luta séria porque estas mesmas Centrais Sindicais que chamam corretamente uma manifestação contra as MPs estão atreladas aos governos e patrões, querendo implementar por exemplo o Plano de Proteção ao Emprego, que apesar deste bonito nome se trata de uma mini-reforma trabalhista pra beneficiar os patrões. Para Pablito "Na Volkswagen de São Bernardo do Campo vimos o caminho para derrotar os ajustes dos patrões, com os trabalhadores unidos e mobilizados paralisando a produção e os serviços, pois só rodadas de negociações com o governo e os patrões, como querem essas Centrais, não poderão barrar os ajustes de Dilma e revogar as MPs."

Este dia de luta, segundo Pablito, também deveria buscar unidade com a juventude que luta contra tarifaço do transporte e com a população que luta contra o racionamento de água: "São demandas fundamentais, e como nas jornadas de junho, os trabalhadores precisam se aliar àjuventude e àpopulação pra enfrentar todos os ajustes, que vão se expressando não somente na retirada de direitos trabalhistas, mas também nos tarifaços e aumento dos impostos. Seria necessário ter impostos progressivos para os ricos, que financiem moradia, saúde, educação e transporte estatizado e sob controle dos trabalhadores e da população".

O Dia Nacional de Lutas deverá começar pela manhã com panfletagens nas fábricas e outros locais de trabalho, e segundo Pablito o Movimento Nossa Classe também estará divulgando uma declaração sobre a tarefa dos trabalhadores nesta situação nacional. "Achamos importante começarmos a nos organizar desde já para o Congresso da CSP-Conlutas, que vai ocorrer em junho deste ano e para tanto nos parece fundamental o que viemos discutindo a partir do Sintusp de organizar Plenárias Estaduais da CSP-Conlutas para preparar um plano de lutas".

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