Segunda 14 de Outubro de 2019

Juventude

SÃO PAULO

Mais uma vez as ruas são tomadas contra o aumento da passagem!

05 Feb 2011   |   comentários

Um pouco antes de fecharmos essa edição, mais de 4 mil pessoas, na maioria a juventude, tomaram as ruas na 4ª passeata contra o aumento da passagem. A manifestação saiu do MASP e terminou em frente àprefeitura de SP.

Nós da LER-QI, junto com os companheiros que conformam conosco o Bloco ANEL à S RUAS e somado também a dezenas de estudantes da UNIFESP e São Judas conformamos um bloco com mais de 200 estudantes e trabalhadores, que marcou durante toda a manifestação um programa diferenciado para lutar contra o aumento. Colocamos como eixo a necessedidade da Estatização das Empresas Privadas, sob controle dos trabalhadores e usuários para garantir passe livre para toda a população, expressando o exemplo da juventude egípcia. Lutamos pela conformação de comitês de base em cada local de trabalho e estudo, para que assim possamos ampliar o movimento e principalmente ter uma organização independente que faça com que a população e os trabalhadores sejam os próprios sujeitos políticos dessa importante luta.

Infelizmente, as direções majoritárias desde o MPL, passando pelo PSTU e PSOL, e terminando na UNE e no PT, colocam-se contra essa política, preferindo manter a política de manifestações de pressão, ao mesmo tempo que de diferentes formas promovem a ilusão que simplesmente a audiência pública com pressão do movimento é necessário para reduzir a passagem e conseguir nossas reivindicações. O PSTU, a partir da ANEL e da CSP-Conlutas que poderia estar cumprindo um papel superioir na organização desses comitês locais, principalmente a partir do Sindicato dos Metroviários, contenta-se em levar representações para os atos que não expressam nenhuma articulação pela base, ao mesmo tempo que atua no comite da jornada contra o aumento como aliado do MPL, criando mecanismos que limitam a ampliação do movimento, como, por exemplo, a dinâmica do consenso no interior do comitê que favorece as decisões políticas do MPL por fora.

Não semeamos a ilusão que a Câmara Municipal dos vereadores que apoiaram o aumento agora mude de posição. A única maneira de avançarmos nessa luta é através de comitês locais que façam ampliar o movimento, denunciando os subsídios que Kassab repassa às empresas privadas ao mesmo tempo que precariza ainda mais a condição de vida da população.

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