Movimento Operário

TEORIA - MOVIMENTO OPERÃ RIO

Mais uma importante atividade como parte do curso de formação para trabalhadores sobre o Manifesto Comunista. Participe!

14 Aug 2012   |   comentários

No curso de formação sobre o Manifesto Comunista realizado pela LER-QI estiveram presentesdezenas de trabalhadores da USP, terceirizados das lutas da Dima, União e BKM (as três principais lutas de terceirizados dos últimos anos na USP), carteiros, metroviários, professores, bancários, além de trabalhadores do ABC e de outras categorias

Estiveram presentes dezenas de trabalhadores da USP, terceirizados das lutas da Dima, União e BKM (as três principais lutas de terceirizados dos últimos anos na USP), carteiros, metroviários, professores, bancários, além de trabalhadores do ABC e de outras categorias, amigos e familiares. A atividade foi parte da iniciativa que já vem sendo impulsionada a algum tempo de grupos de estudo do Manifesto Comunista onde temos reunido vários trabalhadores de várias categorias, onde os estudantes da LER-QI tem cumprido um papel importante, aprendendo com os trabalhadores e ao mesmo tempo ajudando-os a avançar na sua consciência de classe. Outros vieram conhecer a discussão e resolveram se incorporar aos grupos.

A atividade se centrou na apresentação do Manifesto Comunista feita pelo companheiro Brandão, diretor do Sintusp e demitido político, que contextualizou a importância de estudar o Manifesto Comunista frente a uma situação internacional marcada pela crise econômica mais grave desde 1929, relacionando as definições contidas no Manifesto com a atualidade, mostrando como as definições feitas por Marx e Engels em 1848 são essencialmente vigentes. Passou pela definição da luta de classes como motor da história, chegando até a necessidade da organização dos trabalhadores para se preparar para impedir que a crise seja paga pelos trabalhadores e para construir um novo sistema que não seja em base àexploração do homem pelo homem como é o capitalismo.

Pablito, diretor do Sintusp e dirigente da LER-QI, interviu mostrando a relação que tinha aquele estudo com cada trabalhador ali presente, pois a maioria deles já havia participado de processos de luta de classes.

Os trabalhadores se identificaram com a discussão e interviram propondo difundir aquelas idéias ofensivamente em cada local de trabalho. Silvana, protagonista da luta da Dima em 2005 e do livro “A precarização tem rosto de mulher†, que fala desta luta, interviu colocando que aquele o Manifesto Comunista não era um livro para colocar na cabeceira, para acumular conhecimento, mas era para lutar, e terminou sua fala dizendo “temos que decidir se vamos abaixar a cabeça ou se vamos pra cima da burguesia†, dando o exemplo de Zanon como expressão de que os trabalhadores podem dar uma saída para a crise.

O ambiente onde estavam reunidos vários trabalhadores dos setores mais explorados da classe, muitos negros, fez saltar com peso a questão da luta contra a precarização, não somente por parte dos terceirizados que dirigiram os processos de luta na USP, mas por parte de trabalhadores de outras categorias que dão peso para isso na sua luta cotidiana.

Todos ali presentes saíram decididos a se organizar politicamente e a participar dos grupos de estudo. Chamamos todos os trabalhadores a que também façam parte dessa importante iniciativa!

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