Movimento Operário

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Mais de 200 trabalhadores e jovens na confraternização de lançamento do Boletim Classista

02 Jan 2013   |   comentários

Em dezembro se realizou uma confraternização de lançamento do Boletim Classista com mais de 200 trabalhadores, trabalhadoras e jovens. Num churrasco em clima descontraído, estiveram presentes operários da construção civil da Façon (terceirizada do Metrô e Alstom), que protagonizaram uma ocupação do seu canteiro de obras em função de fraudes trabalhistas e ataques aos seus direitos este semestre. Do Metrô também vieram diversos trabalhadores da operação e também operadores de trens, juntamente com a juventude precarizada que trabalha no programa Jovem Cidadão, que constroem o boletim Metroviários Pela Base, que têm defendido a independência de classe e democracia de base dentro do Metrô de São Paulo.

Contamos também com a presença dos trabalhadores dos Correios que vêm enfrentando através de greves duras a privatização imposta pelo governo do PT e os ataques orquestrados juntamente com a burocracia sindical, que tentam impor condições cada vez mais precárias aos ecetistas, uma categoria majoritariamente composta por jovens e negros. Os bancários que organizam o boletim Uma Classe desde a greve de 2011, estiveram presente juntamente com outros bancários da agência Sete de Abril e outras agências, onde vez trazendo uma experiência de luta antiburocrática como oposição sindical. Tivemos a presença de diversos professores da cidade de São Paulo e interior que formam oposição sindical em suas cidades e constroem a corrente Professores Pela Base. Contamos com a presença dos trabalhadores e trabalhadores da USP e membros da diretoria do Sindicato dos Trabalhadores da USP (SINTUSP), além de diversos outros trabalhadores da indústria de alimentação, metalúrgicos e estudantes que estiveram apoiando cada passo das lutas destas categorias neste ano. De conjunto podemos dizer que foi uma confraternização do movimento operário de base, classista e antiburocrático que lutou dentro de cada campanha salarial, greve, e construiu enfrentamentos com a patronal sem se domesticar pelo aparato sindical atrelado ao estado burguês que limita a ação da vanguarda dos trabalhadores e dificulta ao máximo a unidade das fileiras trabalhadoras entre efetivos, precarizados e terceirizados contra nosso único inimigo que é o capital. Todxs se divertiram muito e saíram animados com a perspectiva de construir o Boletim Classista como instrumento de organização e luta que unifique trabalhadores de várias categorias.

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