Juventude

Alckmin acentua campanha de repressão e criminalização aos movimentos sociais

Lutemos pelo direito de manifestação!

26 Jun 2014   |   comentários

É necessário que todos os sindicatos, entidades estudantis, movimentos populares e organismos de direitos humanos ligados à esquerda – em primeiro lugar a CSP-Conlutas e a Anel – impulsionem uma ampla campanha contra essa ofensiva repressiva e criminalizadora do governo do estado.

Dando continuação àbrutalidade repressiva contra os atos do movimento #nãovaitercopa e do Comitê Copa do Povo, que passou a implementar o método de cercar os manifestantes com prisões em massa e criminalização dos ativistas, no dia da abertura da Copa do Mundo a tropa de choque descarregou ainda mais bombas de gás lacrimogênio, balas de borracha e cavalaria para reprimir os que denunciavam os rios de dinheiro público destinados aos estádios monumentais e àcorrupção enquanto a maior parte da população segue sofrendo com as enchentes, as filas nos hospitais e a precariedade dos caríssimos transportes públicos. Desta vez, a repressão foi deflagrada não só contra a juventude, mas também contra os ativistas de esquerda que se reuniram no Sindicato dos metroviários de São Paulo para protestar contra as 42 demissões que Alckmin impôs aos grevistas dessa categoria, ameaçando de atacar a própria sede da organização dos trabalhadores, como não se via desde a ditadura Militar.

Após o ato do dia 19/06, que o Movimento Passe Livre (MPL) convocou para comemorar um ano da redução das tarifas frente às grandes manifestações de junho, reivindicar a tarifa zero e a readmissão dos trabalhadores dos transportes demitidos por lutar, o governo apoiou-se na depredação de concessionárias e agências bancárias por parte dos black blocs para aumentar as medidas de repressão e criminalização do movimento. Apesar de das divergências estratégicas que temos com os black blocs, com as quais temos polemizado em artigos anteriores, defendemos incondicionalmente todos os lutadores sociais frente àrepressão Estatal. Nos dias seguintes a Polícia Civil anunciou uma investigação não só contra dois supostos black blocs mas também contra 22 ativistas do MPL, acusando-os não só por “associação criminosa†(como já se vinha fazendo contra manifestantes presos anteriormente), mas também por “constituição de milícia privada†! Com isso, buscam enquadrar os manifestantes em um crime cuja pena é de 4 a 8 anos e a prisão temporária não dá direito àfiança.

No ato do dia 21/06 organizado pelo movimento #nãovaitercopa, depois de um transcurso completamente pacífico da manifestação na Paulista, quando a mesma já havia se encerrado, policiais àpaisana provocaram os que iam embora, levando presos dois ativistas, um dos quais é Fábio Hideki Harano, funcionário e estudante da USP. Eles estão sendo acusados de porte de artefatos explosivos, associação criminosa, incitação de violência. Tal como declararam os advogados dos manifestantes e a imprensa reproduziu, as acusações contra ambos são falsas, pois foram presos separadamente, de forma arbitrária, sem motivo ou provas, por participarem da manifestação.

É necessário que todos os sindicatos, entidades estudantis, movimentos populares e organismos de direitos humanos ligados àesquerda – em primeiro lugar a CSP-Conlutas e a Anel – impulsionem uma ampla campanha contra essa ofensiva repressiva e criminalizadora do governo do estado.

Pela eliminação de todos os processos contra lutadores!
Pela liberdade de todos os presos políticos por lutar!
Liberdade imediata a Fábio Hideki Harano!

Artigos relacionados: Juventude , São Paulo Capital , Repressão na USP









  • Não há comentários para este artigo