Juventude

Luta das Estaduais Paulistas e II Congresso da ANEL: Pela unidade de estudantes, trabalhadores e professores para levar a luta àvitória

30 May 2013 | Por Daniel Bocalini, estudante da Unesp de Marília e delegado eleito para o Comando Estadual e Diana Assunção, diretora do Sintusp Neste momento, os estudantes da Unesp protagonizam sua mais massiva greve desde 2007, que começa a se cruzar com o processo de mobilização entre trabalhadores e professores das universidades estaduais paulistas em plena campanha salarial. No fechamento desta edição, também tivemos a notícia de que a justiça rejeitou a denúncia do Ministério Público contra os 72 estudantes da USP, o que se configura em uma importante vitória, ainda parcial, do movimento [veja matéria na pg. 3], que pode impulsionar ainda mais esta luta. Está colocada a possibilidade de uma grande luta unificada contra o Cruesp e o governo do Estado, apoiada na vanguarda estudantil da Unesp. Esta luta ocorre em meio à reorganização nacional dos estudantes antigovernistas na Assembléia Nacional dos Estudantes Livre (Anel), que terá seu II Congresso nos próximos dias. Neste artigo, buscamos expressar a política que estamos levando entre estudantes e trabalhadores – a partir de nossa atuação como minoria da Diretoria do Sintusp – para levar estas lutas à vitória, colocando em prática o programa que defendemos nos fóruns de discussão da vanguarda. Ao mesmo tempo, acreditamos que estes processos de luta devem ser parte orgânica da construção de uma entidade nacional como a ANEL, onde construímos uma ala revolucionária junto com centenas de estudantes.   |   comentários

Massiva luta estudantil da Unesp

Em meados de abril os estudantes da unidade “experimental†da Unesp de Ourinhos saíram em greve exigindo medidas efetivas de permanência estudantil e mínimas condições de estrutura física e humana em sua faculdade. De lá pra cá, as unidades de Marília, Assis e, recentemente, Rio Claro, São Paulo, Rio Preto e São Vicente também aderiram àgreve. A mobilização se espalha por dezenas de outras cidades do estado através de atos massivos, paralisações, indicativos de ocupações e greves. As assembléias de base chegam a reunir 400, 700 e até 1200 estudantes a depender da unidade, o que representa em alguns campi um quarto ou até a metade do total de estudantes.

Durante o Conselho de Entidades da Unesp (CEEUF), realizado em Ourinhos nos dias 4 e 5 de maio, foram definidos eixos de reivindicações unificados. Além de aprofundar as exigências por permanência estudantil e infraestrutura e generalizá-las para toda a Unesp, definiu pautas políticas que questionam de conjunto o projeto de educação elitista. Foi definida a necessidade de lutar com todas as forças contra o Pimesp (Programa de Inclusão por Mérito no Ensino Superior Paulista) e por uma Assembleia Estatuinte que democratize radicalmente a estrutura de poder herdada da ditadura militar. Para dialogar com os milhões de estudantes que ficam de fora das universidades públicas foi deliberado levantar contra o PIMESP racista a bandeira de cotas proporcionais àpopulação negra de cada estado como parte da luta pelo fim do vestibular!

A Juventude Às Ruas (LER-QI e independentes) tem atuado ativamente neste processo de luta, em especial a partir da Unesp de Marília, conhecida pela tradição combativa dos estudantes que chegaram a impedir a terceirização no Restaurante Universitário. Temos buscado reforçar todos os aspectos de democracia no movimento estudantil, ajudando a impulsionar a Comissão Estadual de delegados eleitos, avançando para que haja comandos unificados por campus e construindo ativamente as assembleias de unidade e por curso.

Campanha salarial nas estaduais paulistas

Dezenas de assembleias de trabalhadores e professores da Unesp estão em andamento com unidades votando o indicativo de greve geral unificada para o dia 03/06. O último boletim do Sintunesp, Adunesp e CEEUF levantava um programa que combinava a campanha salarial com as demandas estudantis como a permanência, bem como a bandeira do fim do Pimesp e da luta contra a repressão.

Na última semana, o Sintusp organizou uma das assembleias mais cheias dos últimos tempos, que construiu um ato em frente àReitoria com mais de 200 trabalhadores. O Fórum das 6 indicou, na mesma semana, a proposta de paralisação e ato unificado no dia 11/06. A partir do Sintusp buscamos, por um lado, localizar a campanha salarial para desmascarar as políticas do governo Alckmin e a situação nacional, que ainda impõem o aumento do custo de vida e de vários serviços (transporte, moradia, alimentação) sem reajustar automaticamente nossos salários. Por outro lado, localizamos a nossa luta como parte da aliança não somente com os estudantes da Unesp e das outras universidades, mas também com outros setores em luta, como os professores da rede estadual e municipal, que contaram com o apoio do Sintusp em suas assembleias e manifestações, bem como os trabalhadores do Metrô, da Sabesp e da CPTM.

A campanha salarial dos trabalhadores e professores das universidades estaduais paulistas tem como tarefa principal enfrentar o ataque do Cruesp e do governo com sua política de arrocho salarial, impondo um reajuste salarial de apenas 5,3%, bem abaixo da reivindicação feita de 11% e insuficiente para cobrir até a inflação do último ano, que está em torno de 7%, %, além da importante luta dos trabalhadores da Unicamp e da UNESP pela isonomia salarial com a USP, que em 2011 conquistou salário diferenciado após muita luta. Também é tarefa de nossa campanha salarial levar adiante um programa não corporativo, que passe das reivindicações salariais às reivindicações políticas de defesa de uma universidade pública e a serviço da maioria da população trabalhadora e pobre. Ao mesmo tempo, deve impulsionar a luta pela unidade das fileiras operárias, bandeira histórica do Sintusp que foi tema de debate no Fórum das 6, onde o Sintusp travou uma grande batalha em defesa da efetivação de todos os trabalhadores terceirizados sem necessidade de concurso público, programa negado por entidades do Fórum das 6 que, na prática, relegaram a luta dos terceirizados.

Um processo de luta para combater o projeto de educação dos governos

A situação de precarização das condições de ensino e trabalho nas universidades estaduais é apenas parte das consequências da política que há duas décadas é aplicada em São Paulo. Mesmo diante do aumento expressivo da arrecadação e orçamento do governo do Estado de São Paulo – bem como das próprias estaduais paulistas –, em meio ao crescimento econômico que primou nos últimos 10 anos, o PSDB se esforçou e avançou sem precedentes na terceirização, na contratação de temporários, na implementação da política de bônus por mérito e na desregulamentação dos direitos trabalhistas. A recente greve dos professores da rede pública estadual, traída pela burocracia sindical do PT e do PCdoB (CUT e CTB), que teve como um de seus eixos a denúncia das condições de trabalho dos professores categoria “O†, também expressa a resistência a essa política.

No entanto, tal precarização não é exclusiva de São Paulo. Os programas de expansão do ensino do governo federal - ainda que expressem concessões que aos olhos da juventude trabalhadora significam “oportunidades†de acesso - são programas de precarização do ensino e privatização que não resolvem o problema da educação no país. Na prática, as políticas do governo são funcionais aos empresários do ensino. O combate ao projeto privatista passa não apenas pela luta contra as políticas do governo estadual, como o Pimesp, mas também por um diálogo para desmascarar as políticas do governo federal, dialogando com os anseios dos jovens trabalhadores que estão nas universidades privadas, ligando suas lutas e necessidades imediatas (frente aos cursos caros e precarizados) ao programa de estatização das universidades privadas, começando pelos principais monopólios educacionais (os maiores do mundo); essa luta deve estar ligada, nas universidades públicas, ao fim do vestibular e àluta por permanência estudantil, mas também buscando acabar com as estruturas de poder antidemocráticas e o regime universitário, que vem implementando um projeto burguês de universidade que se explicita, entre outros elementos, na repressão que vem sofrendo os setores em luta hoje. É este programa que estamos levando adiante, por exemplo, nas eleições para o Centro Acadêmico da Faculdade de Educação da USP, em uma chapa que unifica estudantes de Juventude Às Ruas (LER-QI e independentes) e do Coletivo Para Além dos Muros (PSTU e independentes).

Construir uma grande mobilização nas estaduais paulistas rumo ao II Congresso da Anel

Concretamente fortalecer hoje a luta em curso passa por convocar e organizar assembleias de base para massificar a greve e outras ações, defender nas assembleias e construir a paralisação unificada do dia 11 de junho e arrecadar recursos para os fundos de greve para fortalecer a luta contra as reitorias e o governo. Até agora muito pouco se fez por parte de importantes entidades das estaduais paulistas, com maior responsabilidade do PSOL, que dirige os DCE´s da USP e da Unicamp. Neste momento, a intransigência do Cruesp e a massividade da luta, bem como a possibilidade de entrada de outras categorias, impõe a estes setores um chamado a que rompam com a paralisia e construam também, em especial entre os estudantes da Unicamp e da USP – onde há responsabilidade também do PSTU que dirige a entidade junto ao PSOL – uma forte mobilização por estas bandeiras.

Em meio àparticipação no II Congresso da Anel, estamos diante de uma oportunidade única de reorganizar o movimento estudantil a nível nacional para expandir a luta dos estudantes da Unesp para todo o país, com resoluções que possam fazer o conflito triunfar e se tornar um exemplo nacional, unificando não apenas com os lutadores das universidades federais que protagonizaram a maior luta da educação do último período, mas discutindo todas as medidas para unificarmos também com os milhões de estudantes que estão nas universidades particulares e os secundaristas que seguem tendo poucas perspectivas de cursar o ensino superior público.

Nessa perspectiva viemos construindo o Congresso nas diversas estruturas onde estamos [veja matéria em nosso site] e convocamos todos os militantes da Anel e a juventude do PSTU presentes neste congresso a fazermos uma frente única decisiva para levar a luta das estaduais paulistas àvitória, e para construir uma grande campanha que se enfrente com o projeto de educação vigente!

A unificação das lutas estudantis deve se somar – numa aliança estratégica – com as lutas dos trabalhadores que se anunciam, assim como unificar com as lutas da juventude pelo passe livre, como o grande exemplo em Porto Alegre, e por suas demandas, bem como fortalecer a luta contra a repressão com esta primeira vitória em relação aos 72 da USP. Está colocada a possibilidade de uma grande batalha por uma universidade a serviço dos trabalhadores e do povo pobre. É essa a perspectiva que queremos levar ao II Congresso da Anel e vamos lutar para sair desse encontro preparados para essas grandes lutas.

DEPOIMENTOS DA DELEGAÇÃO DA JUVENTUDE AS RUAS QUE VAI AO II CONGRESSO DA ANEL

Na UNESP/SP em meio ao conflito:

Há mais de um mês a UNESP vem construindo uma importante luta pela permanência estudantil, contra o programa de inclusão por mérito do estado de são paulo (PIMESP) e por democracia na universidade. Esta luta é diretamente contra um projeto de educação imposto pelo governo do estado de São Paulo que tem por objetivo o sucateamento do ensino básico e a elitização cada vez maior do ensino superior. A verba destinada a permanência estudantil é mínima frente a um número de mais 40 mil estudantes, sendo que a UNESP possui o maior numero de estudantes vindos de escola publica das estaduais paulista. Nesse cenário, a Reitoria diminui de 12 para 9 meses as bolsas de extensão, se recusando a construir moradias e restaurantes universitários.

Hoje 4 unidades da UNESP estão em greve geral estudantil, Marília esta com o prédio da direção ocupada, e em todas as unidades estão ocorrendo assembléias massivas. Foi deliberado através do Fórum da Seis (espaço que congrega os sindicatos de trabalhadores, associações de professores e DCEs das três universidades paulistas) indicativo de greve geral dos três seguimentos para o dia 3 de junho, o que abre um cenário que possui grande potencial para obtermos conquistas! Construímos nos dias 4 e 5 do mês de maio o conselho de entidades estudantis da UNESP que contou com mais de 200 pessoas e 30 entidades estudantes, a partir deste espaço organizamos a luta na UNESP a nível estadual. Nós da Juventude às Ruas colocamos a necessidade de construir o CONANEL expressando a nossa luta para que esta sirva de exemplo aos estudantes das universidades federais e privadas que estarão no congresso.

A ANEL deve ter como objetivo girar as suas forças para que a luta na UNESP seja vitoriosa, mobilizando nas universidades onde tem mais peso como na USP e na UNICAMP. Hoje mais do que nunca precisamos unificar as estaduais paulistas, dia 11 de junho há indicativo de paralisação das três universidades, precisamos construir apoio ativo a luta por permanência estudantil, contra o PIMESP e por democracia na universidade.

Iremos ao congresso da ANEL com essa perspectiva, chamando a ANEL a construir a luta massivamente nas universidades paulistas.

Clismenia, estudante da Ciências Sociais da UNESP de Maríllia e militante da Juventude às Ruas


Na USP/SP

Na USP a Juventude às Ruas impulsionou chapas junto a estudantes independentes nos cursos de História, Letras, Ciências Sociais e Pedagogia. Nos últimos anos o movimento estudantil da USP travou duras lutas ao lado dos trabalhadores e seu sindicato, o SINTUSP, em defesa da educação pública e gratuita para todos, e por conta destas lutas sofremos diversas perseguições, como a demissão do dirigente sindical Brandão, a expulsão de oito estudantes que lutavam por moradia e a denúncia do Ministério Público contra 72 estudantes e trabalhadores que lutavam contra a PM por crimes como formação de quadrilha. Sabemos que a repressão que nos atinge na USP é a mesma que os governos do PSDB e PT utilizam contra movimentos sociais em todo o país, como nas remoções do Pinheirinho e dos Megaeventos, na militarização dos canteiros de obras do PAC, contra os sem-terra e os indígenas e contra os estudantes das universidades federais. Por isto, queremos a partir do CONANEL levantar uma grande campanha nacional contra a repressão.

Nas eleições de delegados atuamos pautados nas duas principais lutas em defesa da educação no estado de São Paulo hoje: a greve dos professores da rede pública e a greve da UNESP. Sabemos que a precarização da educação implementada pelo PSDB que atinge estes setores é a mesma que se dá em âmbito federal com o PT, basta ver a ameaça de corte de ponto aos professores municipais em greve que fez Haddad. Este mesmo prefeito petista, quando ministro da educação de Lula, foi o principal responsável pela privatização e precarização da educação através de projetos como o ProUni e o REUNI. É contra esta educação elitista e privatista, que beneficia enormes monopólios como o recém-criado Kroton-Anhanguera, o maior monopólio educacional do mundo, que defendemos a construção de uma ANEL ligada às lutas dos trabalhadores, aos estudantes das universidades privadas e àjuventude trabalhadora e negra que é excluída das universidades pelo filtro social do vestibular. Por isto, contra o PIMESP do PSDB e o projeto privatizante do PT defendemos cotas proporcionais para negros, o fim do vestibular e a estatização das universidades privadas! Com este programa integramos hoje uma chapa de unidade da ANEL com o coletivo “Para além dos muros†(PSTU e independentes) que concorre àeleição do Centro Acadêmico de Pedagogia, e defendemos que este exemplo deve ser generalizado por todo o país!

Pardal, estudante de Letras e um dos 72 denunciados ao Ministério Público, militante da Juventude As Ruas


Na Unicamp/SP

A Juventude às Ruas Campinas preparou-se para o CONANEL intervindo ativamente nos principais processos de luta em curso: a greve dos professores da rede estadual e a greve da Unesp. Intensos debates nas reuniões amplas da Juventude no Instituto de Filosofia e Ciências Humanas e no Instituto de Economia sobre essas lutas, conjuntura nacional e o tipo de entidade estudantil nacional que necessitamos; incluídos debates com professores em greve, que estivemos ao lado nos atos na Avenida Paulista; as batalhas que movemos para compor desde o IFCH uma comitiva de estudantes da Unicamp para o Conselho de Entidades Estudantis das Unesps e Fatecs (CEEUF); e uma assembléia geral do IFCH para a discussão das mobilizações estaduais com um dia de paralisação em solidariedade ao estudantes da Unesp. Os resultados dessa campanha militante, que teve êxito em atrair reuniões com dezenas de estudantes independentes interessados em debater os novos rumos que a ANEL, manifestaram-se na votação para os delegados: no IFCH, no chapa “Juventude às Ruas + Independentes†recebeu 58 votos, contra 56 da chapa “Em Frente Juventude†, encabeçada pela ala majoritária da ANEL (PSTU). No IE, numa eleição com chapa única os delegados da Juventude obtiveram expressivos 78 votos. Queremos expressar este êxito nas urnas em força militante para transformar a ANEL num verdadeiro instrumento de organização e combate dos estudantes a nível nacional!

Tatiane Lima, estudante de Ciências Sociais da Unicamp e militante da Juventude às Ruas


Na UERJ/RJ

Na UERJ conseguimos uma importante votação no Serviço Social para a eleição de delegados para o CONANEL. Frente a conquista do DCE pela chapa 1, aliada política da Reitoria que é parceira do Governo de Paes e Cabral, governos das remoções, privatizações e UPP’s, nós da Juventude às Ruas junto a independentes iniciamos a construção do CONANEL na perspectiva de construir uma alternativa real no movimento estudantil com independência política e financeira dos governos, reitorias e empresários. A UNE também fez eleições para o CONUNE durante as eleições do DCE e como de costume não houve nenhum debate na base do curso e de maneira oportunista na hora da votação para o DCE, programou também a eleições para o CONUNE.

A eleição para o CONANEL mostrou como existe bastante rechaço no Serviço Social a UNE. Mais uma mostra de que a UNE hoje está na contramão dos direitos da juventude, aliada ao do Governo Dilma e do projeto de cidade nefasto de Cabral e Paes. Na onda dos megaeventos a UNE está do lado dos empresários defendendo a restrição da meia entrada para 40% para defender seu monopólio sobre as carteirinhas.
Nós da Juventude às Ruas estamos construindo a ANEL no Serviço Social por entender que só uma entidade anti governista e independente pode levar a frente a defesa de educação pública de qualidade e para todos. Estas eleições foram só o inicio na construção de um ME que aliado a classe trabalhadora irá ás ruas para arrancar nossos direitos!!!

Tristan Jenifer, militante da Juventude às Ruas e Ana Carolina Oliveira, estudante de serviço social da UERJ


NA UFMG/MG

Na Filosofia, votamos em assembleia três delegados para levar a discussão de que precisamos de Centros Acadêmicos e DCE’S militantes para lutar contra o projeto privatista e de precarização das universidades levado pelo governo Dilma e o PT. Fazer do CONANEL um instrumento de nacionalização, politização e coesão que permita uma organização contra esse projeto e as direções estudantis que o defendem. Contra a repressão e retirada dos espaços estudantis, contra as condições de trabalho semi-escravo que fazem reproduzir dentro da universidade a ideologia machista e racista de que, mesmo trabalhando igual, as mulheres, as negras e os homossexuais devem ter menos direitos e salários. Foi um dos únicos cursos a realizar assembleias – condição para servir àorganização -, praticamente esquecidas na UFMG, inclusive pelo atual D.A. da FAFICH, que é da ANEL. É hora de mudar isso, por isso lutamos por CHAPAS MILITANTES PARA O II CONGRESSO DA ANEL!

Bernardo Andrade, militante da Juventude Às Ruas e estudante da Filosofia UFMG

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