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Lista Bordó recebe 40% dos votos no Sindicato da Alimentação na Argentina apesar das fraudes da burocracia sindical

12 May 2012   |   comentários

No dia 10 de maio ocorreu a votação depois de uma enorme campanha militante da Chapa “Bordó†no sindicato da alimentação, que expressou uma enorme corrente antiburocrática militante do sindicalismo de base e de esquerda da Argentina, a partir de uma chapa composta pelas comissões internas de todas as maiores fábricas do sindicato, lideradas pela de Kraft Foods, a maior da Argentina que é composta pelo PTS e independentes. A lista Bordó, composta (...)

Chapa encabeçada pelo PTS e mais de 200 independentes recebe 40% dos votos no Sindicato da Alimentação da Argentina apesar das manobras fraudulentas da burocracia sindical

No dia 10 de maio ocorreu a votação depois de uma enorme campanha militante da Chapa “Bordó†no sindicato da alimentação, que expressou uma enorme corrente antiburocrática militante do sindicalismo de base e de esquerda da Argentina, a partir de uma chapa composta pelas comissões internas de todas as maiores fábricas do sindicato, lideradas pela de Kraft Foods, a maior da Argentina que é composta pelo PTS e independentes. A lista Bordó, composta pelo PTS, outras organizações de esquerda e independentes, expressa o melhor do ativismo e das lutas na categoria dos últimos anos.

Foi uma eleição em que tiveram que se enfrentar com uma multiplicidade de manobras fraudulentas da burocracia sindical governista liderada por Rodolfo Daer, com uma chapa encabeçada por Javier “Poke†Hermosilla, militante do PTS, que hoje em dia é uma das principais figuras do movimento operário argentino devido às grandes lutas que vem protagonizando a partir de Kraft, que inclusive deram lugar a uma perseguição reacionária por parte do governo que armou uma investigação ilegal chamada “Projeto X†, que há 2 meses vem sendo parte de um escândalo nacional pelo caráter ditatorial da investigação que recai sobre vários militantes do PTS. Sobre as eleições, Poke declarou “na eleição do sindicato, que representa a 12000 trabalhadores que aportam obrigatoriamente 2% do salário como “cota solidária†, somente estavam em condições de votar 6000, e além disso, mais de 1000 destes eram fraudulentos, pois não são mais trabalhadores ou por outras irregularidades. Foram votar cerca de 3300 trabalhadores, e Daer fez votar mais 200 empregados do sindicato e da obra social que deveriam votar em outro sindicato. Apesar destas manobras, obtivemos 40% dos votos (38% se são contados os empregados do sindicato), com a chapa Bordó ganhando em 14 fábricas, entre elas as mais numerosas como Kraft, Pepsico e Felfort, que junto a Bonafide encabeçaram a chapa, e outras importantes fábricas que eram dominadas por Daer como a Ice Cream, Suschen, Neosol e outras†.

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