Internacional

GIRO INTERNACIONALISTA DE CHRISTIAN CASTILLO

Intensa atividade na Alemanha

04 Feb 2014   |   comentários

Christian Castillo, dirigente nacional do PTS (Partidos dos Trabalhadores Socialistas) e deputado da FIT (Frente de Esquerda e dos Trabalhadores) pela província de Buenos Aires, participou de uma mesa-debate em Berlim na sexta feira dia 10 de janeiro.

Christian Castillo, dirigente nacional do PTS (Partidos dos Trabalhadores Socialistas) e deputado da FIT (Frente de Esquerda e dos Trabalhadores) pela província de Buenos Aires, participou de uma mesa-debate em Berlim na sexta feira dia 10 de janeiro. A sala estava lotada com mais de 100 pessoas, dentre elas estudantes universitários, secundaristas, trabalhadores e militantes de esquerda, todos debateram com muito interesse o êxito histórico da FIT.

A conversa foi organizada pela Organização Internacionalista Revolucionária (RIO, sessão alemã da Fração Trotskista-Quarta Internacional) junto àAlternativa Socialista (SAV, sessão do Comitê por uma Internacional Operária) e a Nova Organização Anticapitalista (NAO). Há 100 anos do “Não†de Karl Liebknecht aos créditos para a Primeira Guerra Mundial em 1914 e da bancarrota da socialdemocracia alemã, se discutiu a questão do parlamentarismo revolucionário e os desafios atuais para os revolucionários na Argentina e na Europa.

Castillo começou homenageando a grande revolucionária Rosa Luxemburgo, caída há 95 anos lutando pela revolução socialista. Ele mostrou também que a eleição histórica da FIT se baseou em uma grande experiência de ruptura da classe operária com o Governo dos Kirchner. Isso se refletiu no resultado da FIT, que levantou um programa claramente socialista, antimperialista e anticapitalista. “Interviemos no parlamento – afirmou Castillo -, não para ter ilusões no parlamentarismo, mas sim, para avançarmos na luta por um Estado operário baseado nos conselhos operários†.
Stefan Schneider (RIO) destacou o significado da FIT para além das fronteiras argentinas. O resultado eleitoral mostra que é possível chegar às massas com um programa claramente revolucionário e socialista. A FIT se mostrou uma alternativa aos projetos anticapitalistas amplos ou abertamente reformistas, como os que surgiram nos últimos anos na Europa. Na Alemanha, existe muita gente que defende o Die Linke (“A Esquerda†, em alemão, variante eleitoral reformista de esquerda) como a única via possível. “Em muitas lutas podemos observar um questionamento ao sistema dominante, como na luta dos refugiados contra o racismo estatal ou nas greves†, destacou Schneider. Por isso, é necessário construir uma força alternativa, que tome em suas mãos a bandeira da autoorganização dos lutadores e uma perspectiva antiburocrática para unir as fileiras operárias.

Após os discursos ocorreu um longo debate no qual se discutiu de forma polêmica o significado do voto na FIT para os revolucionários na Alemanha e se é possível ganhar as massas com um programa abertamente socialista e revolucionário.

No domingo, Castillo participou de uma marcha em comemoração àRosa Luxemburgo e a Karl Liebknecht. Junto a outras organizações trotskistas, RIO foi parte de um “bloco em memória aos bolcheviques-leninistas caídos†.

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