Sábado 20 de Julho de 2019

Internacional

ENCONTRO LATINO AMERICANO DE TRABALHADORES

Independência política dos trabalhadores diante dos governos latino-americanos e das oposições burguesas

02 Jul 2008   |   comentários

A direção da Conlutas define o Elac como “um espaço de construção da unidade e solidariedade onde as várias organizações participantes preservam sua independência e autonomia (...)†, onde discutirão e aprovarão “bandeiras de luta que, respeitando o programa da Conlutas (...)†, ficando livres para seguir em seus países a política e a prática que decidirem “em suas instâncias†. Como pode um Encontro Latino-americano e Caribenho combativo deixar “livre†suas organizações e não se pronunciar sobre os governos como Chávez, Evo Morales e outros? Esses governantes são referências internacionais, e muitos trabalhadores acham que devem ser apoiados. Ao invés do que propõe a direção da Conlutas (PSTU, àfrente), que acredita que o Elac não deve se posicionar a respeito, defendemos uma resolução definitiva pela independência política diante dos governos latino-americanos, assim como em relação às oposições burguesas que têm se enfrentado com estes.

Como o encontro reúne governistas (COB, que apóia criticamente Evo Morales), chavistas e não governistas, o melhor, para a direção da Conlutas, é “deixar pra lá†. O exemplo do MTL-MES é a comprovação de que não se pode “unir todos os que lutam†se não for com base em princípios essenciais do movimento operário. Para seguir defendendo Chávez, Evo Morales e outros governos burgueses, essa corrente preferiu romper com a Conlutas, minando a “unidade†dos antigovernistas e socialistas no Brasil.

Contudo, é necessário, também, não cair na armadilha dos setores antigovernistas que são encabeçados pelas oligarquias, como os setores do “campo†(latifundiários) na Argentina ou a burguesia golpista, na Venezuela, que se colocam contra os governos de viés nacionalista-burguês, mas defendem os interesses de outros setores das classes dominantes.

†¢ Pela unidade dos trabalhadores e dos povos pobres da América Latina e do Caribe, contra o imperialismo e o capitalismo, que só pode ser conquistada com a total independência política.

†¢ Nenhuma confiança nos governos “antineoliberais†, como Chávez, Morales, Correa e Lugo; nenhuma confiança neles nem nas oposições burguesas!

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