Movimento Operário

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Importante reunião de unidade contra o desmonte na Prefeitura da USP

24 Sep 2012   |   comentários

Se realizou na última quarta-feira 19/09 mais uma reunião de unidade com mais de 100 trabalhadores da Prefeitura do Campus e o sindicato de trabalhadores da USP para discutir e organizar a luta contra o desmonte realizado pela Reitoria.

Históricamente, os trabalhadores da Prefeitura do Campus Butantã da USP estiveram na linha frente de uma série de lutas contra a precarização das condições de vida e trabalho e ao lado dos estudantes em diversos processos de luta contra o projeto privatista e por uma educação a serviço de todo o povo trabalhador.

Como parte da ofensiva geral da Reitoria, o Reitor Rodas, cujo objetivo é eliminar a resistência para aprofundar o atrelamento da Universidade Pública com os interesses do empresariado, ameaça e já começa a implementar um verdadeiro desmonte ameaçando fechar setores inteiros como a borracharia, fechando posto de gasolina interno e já avançando na terceirização de todos os serviços dentro do campus, todas funções realizadas antes pelos funcionários da Prefeitura que está ameaçada de um completo desmonte.

Além disso, como parte de seu método histórico de repressão com o movimento estudantil, Rodas e o Prefeito do Campus José Sidnei Colombo Martini implementam uma série de atentados aos mínimos direitos sindicais, restringindo a atuação dos diretores do sindicato na unidade e, inclusive, coagindo a atuação do histórico dirigente sindical, Claudionor Brandão, com filmagens realizadas pessoalmente por um dos gestores de segurança da USP, um Coronel da PM.

Desta forma, Rodas torna claro todo seu projeto de aprofundar a terceirização, pela via de fechar setores inteiros e de cortar trabalhadores efetivos, aprofundando a realização de contratos com diversas empresas terceirizadas das mais duvidosas e avançando nas demissões de um lado e na precarização do trabalho do outro.
Este é o futuro que Rodas reserva ao quadro de funcionários da USP: com as “concessões†, busca iludí-los e fazer demagogia, enquanto, mais a frente, já tem todo um plano para “cortar na carne†dos trabalhadores e assim impor uma universidade cada vez mais privatizada e privatista que sirva como “modelo†para os tempos de crise que se aproximam.

Militantes da LER-QI e da Juventude Às Ruas estavam presentes na reunião para expressar sua solidariedade aos trabalhadores e tornar concreta a perspectiva de “aliança operário-estudantil†como a ferramenta que, historicamente, tem se colocado como “trincheira†contra a ofensiva repressiva e privatista dos governos e da reitoria, como se demonstrou na grande greve contra os decretos de 2007 e nas diversas greves estudantis e de trabalhadores que ocorreram em toda a última década e conseguiram conquistas fundamentais para a Universidade.

Estiveram presentes também companheiros trabalhadores bancários, atualmente em meio a greve e luta, para demonstrar ativamente que a unidade de todos os trabalhadores não é só possível mas necessária para superar um projeto que, ainda mais com a Crise mundial que já chega ao Brasil, busca fazer com que os trabalhadores tenham de pagar pela ganância dos grandes empresários e seus paus-mandados.

É fundamental estar atento a esta ofensiva da Reitoria, sobretudo num momento em que se desenvolvem duros golpes repressivos contra mais de 70 estudantes ameaçados de eliminação e em que toda a diretoria do SINTUSP está sendo processada, em ambos os casos por lutar.
A Reitoria e o governo querem quebrar a espinha de qualquer resistência para garantir seu projeto histórico e “disciplinar†empresarialmente professores, trabalhadores e estudantes.

Os trabalhadores votaram a politica de denunciar o desmonte da Prefeitura do Campus da capital como parte de um projeto que visa desmontar as prefeituras em todos os campi da universidade e assim abrir caminho para demitir milhares de trabalhadores do grupo básico e dar um grande salto na terceirização de suas funções, a partir das denuncias, levar aos funcionários das prefeituras dos campi do interior a proposta de buscar apoio das entidades, correntes políticas e toda a vanguarda do movimento estudantil, bem como o apoio da ADUSP e professores aliados para tentar construir uma mobilização unificada com o objetivo de barrar mais este ataque.

Nenhuma demissão na Prefeitura do Campus! Pela manutenção de todos os postos de trabalho!

Pelo fim da terceirização e incorporação imediata de todos os terceirizados sem necessidade de concurso publico!

Pelo fim das práticas anti-sindicais da Reitoria! Pela completa liberdade de organização e discussão política e sindical!

Pela aliança operário e estudantil! Trabalhadores e estudantes, lado a lado contra o projeto de privatização de Rodas!

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