Movimento Operário

METROVIà RIOS DE SÃO PAULO

Importante plenária da Chapa 3 – Pela Base: vetaram nossa chapa, mas nossas ideias continuam vivas!

12 Sep 2013   |   comentários

No dia 31 de agosto, foram mais de 40 metroviários na plenária da Chapa 3 – Pela base, composta por nós da LER-QI, junto aos companheiros do Metroviários pela Base e independentes, expressando como o veto burocrático à nossa chapa não nos impediu de divulgar nossas idéias na categoria e avançar na construção de uma alternativa na categoria.

No dia 31 de agosto, foram mais de 40 metroviários na plenária da Chapa 3 – Pela base, composta por nós da LER-QI, junto aos companheiros do Metroviários pela Base e independentes, expressando como o veto burocrático ànossa chapa não nos impediu de divulgar nossas idéias na categoria e avançar na construção de uma alternativa na categoria. Também estiveram presentes professores e uma trabalhadora da saúde.

O debate transcendeu em muito as eleições do sindicato. Partimos da reflexão sobre a situação nacional, com um balanço do que foram as jornadas de junho e os dias de luta convocados pelas centrais sindicais para, ligado às lições da não participação dos metroviários de maneira efetiva nessas lutas, bem como do balanço de que faz falta na categoria uma corrente combativa que lute de maneira consequente, para debater a necessidade de seguir fortalecendo a construção de uma corrente classista na categoria, indo muito além das eleições sindicais, refundando o Metroviários pela Base que agora se renova com uma série de novos companheiros e companheiras. Discutimos que uma agrupação como essa tem um papel chave em ter uma política para que os metroviários possam realmente fazer a diferença na atual situação estadual e nacional, intervindo com um programa de independência de classe junto àpopulação e àjuventude. Nesse debate, contribuiu muito a presença de Pablito, dirigente da LER-QI e diretor do Sintusp, explicando a tradição que construíram por lá e nossos aportes como corrente minoritária da diretoria, a luta exemplar em defesa dos terceirizados, e os exemplos de política independente que levamos a frente nas paralisações (que ali se efetivaram) de 11/7 e 30/8.

Consolidado o veto ànossa chapa, apesar do rechaço amplíssimo na categoria, que se materializou em 522 assinaturas num abaixo assinado, debatemos que posição adotar frente às eleições, que vamos publicizar através de uma declaração. Discutimos que é necessário, para além das eleições do sindicato e das questões internas na categoria, um combate contra as correntes governistas, pois estas tem o rabo preso com os governos que são atados a todos os laços a burguesia e a burocracia sindical. A partir daí, debatemos que é fundamental nos colocarmos veementemente contra a Chapa 1 (CUT e CTB) nas eleições do sindicato, pois essa é correia de transmissão dos governos do PT.

Mas avaliamos que esse combate ao governismo também não é feito de maneira consequente pela atual gestão do sindicato. O motivo do surgimento da chapa 3 é justamente porque veio se forjando na categoria um setor crítico àatual gestão, tanto pela falta de trabalho de base, quanto pelo fato de que as demandas estruturais da categoria vem sendo permanentemente deixadas de lado sem combates decididos, repetindo parte da prática da gestão anterior. Essa, questão, somada ao veto ànossa chapa, levaram a uma posição de vários independentes da chapa favorável ao voto nulo, o que nós da LER-QI consideramos totalmente legítima. No entanto, nós da LER-QI defendemos o voto crítico na Chapa 2 por ser uma chapa que, apesar das críticas que temos, não é atrelada aos governos como a Chapa 1 e tem companheiros combativos na sua composição e base de apoio. Democraticamente, na declaração da Chapa 3 vai constar as duas posições.

Depois da plenária, fizemos um churrasco onde chegaram mais trabalhadores da nossa e de outras categorias.

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