Movimento Operário

GREVE

Importante participação do Movimento Nossa Classe e da Juventude as Ruas na Greve da Volkswagen

08 Jan 2015   |   comentários

Estivemos presentes na assembleia dos trabalhadores da Volkswagen em São Bernardo do Campo.

Dando prosseguimento a solidariedade que o Movimento Nossa Classe e a Juventude às Ruas tem dado aos trabalhadores, estivemos presentes hoje na assembleia dos trabalhadores da Volkswagen em São Bernardo do Campo. A fábrica segue paralisada contra as 800 demissões imposta pela patronal, em desrespeito inclusive ao Acordo Coletivo de 2012, que como explicamos em outra nota garantia a estabilidade no emprego até 2016 em troca de outros direitos.

Insistimos que essa é uma greve que pode marcar o caminho que a classe trabalhadora vai trilhar nesse ano de 2015, ano onde o Governo Dilma, já anunciou que será um ano de “ajustes†, ou seja, arrocho e ataques aos direitos dos trabalhadores, como já estamos vendo.

O Sindicato dos Metalúrgicos, ligado diretamente ao lulismo, tem feito de tudo por manter a luta dentro da fábrica, sem ações de ruas e sem chamar a solidariedade ativa aos demais trabalhadores, fazem isso para não colocar em risco as reformas que o governo de seu partido PT e sua presidenta Dilma já estão fazendo. Além disso, a linha de manter as lutas isoladas, da Volks e Mercedes, alimenta a ilusão de que os trabalhadores devem confiar nas negociações por empresa, porém só a luta conjunta das duas empresas e do conjunto dos metalúrgicos do ABC é o que poderá preparar um plano para toda a categoria contra os ajustes patronais.

Dilma disse na posse "nenhum direito a menos", mas nada faz para garantir nosso (de todos) direito ao emprego. Somente com assembleias conjuntas, passeatas e solidariedade de classe, os trabalhadores poderão vencer. Se a produção tem que ser ajustada, os patrões que devem pagar com a redução das jornada de trabalho para 30 horas semanais, sem redução de salário para garantir os empregos de todos!

Nesse sentido hoje levamos uma nutrida delegação composta de professores, bancários, trabalhadores da USP, metroviários e estudantes para expressar nossa inteira solidariedade com essa importante luta.

SINTUSP:

Bruno Gilga, diretor do Sindicato dos trabalhadores da USP, declarou hoje em frente a fábrica que: “todo mundo tá vendo na imprensa, a Volkswagen falando que precisa demitir por causa da retração da economia, no mesmo dia em que a gente vê sair na imprensa os lucros recordes da mesma Volkswagen no mundo inteiro, uma montadora que bateu todos os recordes esse ano, foi a que mais vendeu, não tem desculpa nenhuma. Quer demitir os trabalhadores para poder lucrar ainda mais.â€

Professores:

Marcio Barbio, diretor da APEOESP colocou que “derrotar essas demissões é uma tarefa dos companheiros da Volks, mas também de toda a classe trabalhadora. O governo Alckmin está promovendo a demissão de 20 mil professores precarizados, por isso companheiros, todos juntos a vitória de você é a nossa vitória, a luta de vocês é a nossa luta.â€

Bancários:

Vale ressaltar a total ausência de todas as correntes de esquerda. Assim, a CSP-CONLUTAS, mas também as subsedes da Apeoesp de Santo André- dirigida pela Espaço Socialista e de São Bernardo dirigida pelo PSOL e em menor escala pelo PSTU, perdem uma oportunidade única de se colocar como alternativa de direção ao cutismo. Fazemos um chamado ao conjunto das forças de esquerda que revejam sua paralisa e se coloquem efetivamente em ação, organizando conjuntamente ações para que essa luta seja vitoriosa.

Juventude Às Ruas:

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