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FRENTE INDEPENDENTE PELA MEMÓRIA, VERDADE E JUSTIÇA - MG

Importante debate na UFMG reúne 80 pessoas pela punição dos civis e militares envolvidos com a ditadura e contra a criminalização dos movimentos sociais

27 Mar 2013   |   comentários

No dia 20/3, a Frente Independente por Memória, Verdade e Justiça de MG realizou, na Arena da FAFICH, na UFMG, um debate com a presença de 80 estudantes e ativistas políticos engajados na luta contra a ditadura. Apontando a necessidade da punição para os militares e civis envolvidos com a ditadura e contra a criminalização dos movimentos sociais, o debate foi em memória das mortes dos estudantes Edson Luis, assassinado friamente no restaurante (...)

No dia 20/3, a Frente Independente por Memória, Verdade e Justiça de MG realizou, na Arena da FAFICH, na UFMG, um debate com a presença de 80 estudantes e ativistas políticos engajados na luta contra a ditadura. Apontando a necessidade da punição para os militares e civis envolvidos com a ditadura e contra a criminalização dos movimentos sociais, o debate foi em memória das mortes dos estudantes Edson Luis, assassinado friamente no restaurante calabouço no RJ, e em memória e de Alexandre Vanucchi Leme, o "minhoca", da Faculdade de Geologia da USP, espancado até a morte nos porões do DOI-CODI em SP

Compuseram a mesa Nilcéia Moraleida, ex-presa politica e Profª da FAFICH/UFMG, Heloisa Greco (Bizoca), do Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania, Sandra Lima, do Movimento Feminino Popular, Oraldo Paiva, ex-preso político da Convergência Socialista e militante do PSTU e Domenico Moreti pela LER-QI, e membro da Comissão da Verdade da USP (CVU) eleito em assembleia do Sintusp.

Nilcéia Moraleida recuperou a luta dos estudantes da Fafich contra a ditadura e denunciou as relações da instituição universitária com o regime ditatorial. Bizoca iniciou sua fala com a denúncia do trote racista na faculdade de direito da UFMG e reafirmou a importância da Frente de MG como tentativa de resgate da memória sem que seja uma farsa como faz a CNV criado no governo Dilma. Sandra Lima interviu colocando a necessidade de punição para civis e militares, para todos participantes direta e indiretamente da tortura e a necessidade da revogação da Lei da Anistia. Oraldo Paiva denunciou o envolvimento de empresários com a ditadura e que a luta contra a ditadura não se deu apenas por via de empresários liberais e de guerrilheiros como quer a mídia, mas que os mais importantes combatentes contra a ditadura foi a classe operária.

Domenico Moreti, militante da Ler-qi, interviu relatando a experiência da conformação da Comissão de Verdade da USP, a luta do Sintusp para que esta conquiste clara independência da CNV e da reitoria e a necessidade da revogação da Lei da Anistia.

Do plenário, Bernardo Andrade, militante da Juventude às Ruas e da Ler-qi, estudante de filosofia da UFMG, fez uma importante intervenção sobre a ditadura ontem e a falta de direitos democráticos dentro das universidades hoje. Bernardo denunciou o trote racista na faculdade de Direito da UFMG e mostrou a falácia do discurso governo Dilma, defendido pelo Levante Popular da Juventude e pela DS, que estão na direção do DCE da UFMG, que dizem que o trote só ocorreu devido àsuposta democratização do ensino superior.

Falar de democratização na universidade quando seguem sendo apenas um setor restrito dos jovens os que entram na Federal; e onde os negros, em especial as mulheres negras, são maioria não nas carteiras das salas de aula mas nos postos de trabalho precarizado, é uma falácia. A mesma falácia que diz o governo de buscar a verdade defendendo a “reconciliação nacional†entre os trabalhadores e os que combateram a ditadura com os que foram parte dela. Por isso lutamos contra as heranças da ditadura como o filtro do vestibular, pela real democratização da universidade, pela universidade pública, gratuita e de qualidade a serviço dos trabalhadores assim como pela punição de civis e militares envolvidos com a ditadura, o que só pode se dar pela revogação da Lei da Anistia. Desde a Ler-qi e da Juventude às Ruas impulsionamos a FIVMJ-MG e lutamos por uma política classista e revolucionária pela memória, verdade e justiça frente a todos os projetos de “reconciliação nacional†ou de “conciliacão†com o governo Dilma.

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