Internacional

NOSSOS IDEAIS SÃO À PROVA DE POLà CIA

Grande mobilização no segundo dia de paralisação no Chile

26 Aug 2011   |   comentários

Com mais de 400 mil pessoas na rua, se realizou a grande marcha no segundo dia de paralisação geral no Chile. Com uma importante composição de trabalhadores estatais e com a presença massiva dos estudantes que tem organizado barricadas dia e noite, se expressou um sentimento generalizado de descontentamento social e principalmente pela demanda da educação gratuita. O governo de Piñera buscou, durante toda a semana, criminalizar os estudantes que se organizam desde suas estruturas, fazendo barricadas e atos massivos nas ruas para organizar a luta. Há um enorme apoio popular a esta luta, que se expressava não somente na massividade da manifestação, mas também nas demonstrações de solidariedade da população aparecendo nas janelas de suas casas, jogando confetes e cantando as musicas junto aos estudantes e trabalhadores, assim como muitos motoristas de carros buzinando a mesma melodia que a manifestação.

Este descontentamento social avançou na medida em que um importante setor de trabalhadores entrou em cena apoiando as demandas estudantis, e expressando que a possibilidade de uma forte aliança operaria e estudantil pode dar um novo impulso a toda esta mobilização. Gritavam "Adiante, adiante, operários e estudantes!". Como também já se expressava durante toda a semana, o governo preparou uma grande repressão contra a mobilização, desatando uma enorme batalha campal dos estudantes contra os "pacos" (policiais) que se utilizavam de uma série de armas repressivas para dissolver a manifestação, mas os estudantes que se manifestavam com bandeiras dizendo "Nossos ideais são a prova de polícia" mantiveram-se firmes resistindo e combatendo a policia por mais de 4 horas.

As direções reformistas deste movimento de massas não expressam a força e a combatividade para levar esta luta até a vitória, se negando a organizar desde as bases, utilizando-se da auto-organização de trabalhadores e estudantes para massificar ainda mais e organizar ainda mais este movimento para que possam vencer e se tornar um exemplo histórico para toda a América Latina e o mundo inteiro. Ontem, a dura repressão resultou também na morte de um jovem estudante, questão que já começa a gerar grande repudio contra a policia, e que devera se expressar nos próximos dias com mais atos e mobilizações contra este assassinato.

Nós que estamos presentes com uma delegação internacionalista de militantes da FT, participamos de toda a mobilização levando nossa solidariedade e vivendo intensamente este massivo processo da luta de classes chilena, ao lado de nossos camaradas do PTR, que contra qualquer política de dispersão ou freio deste movimento, levantam a auto-organização dos trabalhadores e da juventude, a necessidade de aliança operaria e estudantil, a importância de votar, como fizeram os estudantes da Filosofia (Universidade Nacional do Chile) organismos de auto-defesa que possam fazer frente a toda a repressão do governo. Unificar todas as mobilizações e coordená-las para poder vencer, avançando de todo o descontentamento social para um questionamento deste governo e deste regime, para que a educação não esteja mais a serviço dos empresários e capitalistas, mas a serviço de toda a população e dos trabalhadores! Repudiamos o assassinato do estudante chileno! Basta de repressão, assassinatos e tortura aos que lutam! Os estudantes chilenos têm que vencer!

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