Gênero e Sexualidade

“Geiza não é a primeira, exigimos que seja a últimaâ€

23 Mar 2015   |   comentários

Na última sexta-feira a imprensa noticiou o assassinato de Geiza Aparecida Medeiros Martinez, 44. Ela era funcionária da Seção de Alunos do curso de Letras da USP, e tinha uma filha de 15 anos. No mesmo dia, a Secretaria de Mulheres do Sintusp publicou uma declaração repudiando o assassinato e pedindo justiça.

Na última sexta-feira a imprensa noticiou o assassinato de Geiza Aparecida Medeiros Martinez, 44. Ela era funcionária da Seção de Alunos do curso de Letras da USP, e tinha uma filha de 15 anos. No mesmo dia, a Secretaria de Mulheres do Sintusp publicou uma declaração repudiando o assassinato e pedindo justiça.

Sobre esta tragédia, Diana Assunção, Diretora do Sindicato dos Trabalhadores da USP declarou que “Em primeiro lugar nos solidarizamos com a filha de Geiza, sua família e amigos. Recebemos com revolta e dor a notícia que levou a interrupção da vida de uma mulher trabalhadora. Infelizmente Geiza não é a primeira, mas devemos exigir que seja a última. A Secretaria de Mulheres do Sintusp que nesta semana realiza seu VI Encontro está encabeçando o chamado a um grande ato público que reúna todos aqueles que repudiam este assassinato†.

Patrícia Galvão, da Secretaria de Mulheres do Sintusp e colega de trabalho de Geiza na FFLCH complementou dizendo que “Nós que trabalhamos nesta Faculdade fomos tomados por esta chocante notícia na última sexta-feira que gera revolta, mas não pode nos gerar impotência nem paralisia. O nome de Geiza deve ser lembrado sempre como um exemplo do que significa ser mulher nesta sociedade miserável de opressão e exploração. As investigações continuam, mas sabemos que Geiza foi morta por ser mulher, e contra isso precisamos nos rebelar†.

Diana também disse que é preciso debater a necessidade do próprio Sindicato acompanhar as investigações pois é fato que em nosso país os casos de feminícidio são ocultados, diminuindo sempre as estatísticas. “Queremos justiça para Geiza, mas principalmente queremos que da revolta que sentimos a partir de sua morte se fortaleça uma força militante de mulheres, jovens, trabalhadoras, estudantes para a partir dos locais de trabalho, estudo, sindicatos, entidades e organizações possamos colocar de pé uma enorme campanha contra a violência às mulheres em nosso país†, finalizou Diana.

Artigos relacionados: Gênero e Sexualidade









  • Não há comentários para este artigo