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"França", do metrô: “Nem Aécio nem Dilma podem responder a crise dos transportesâ€

23 Oct 2014   |   comentários

“Devemos retomar as manifestações de junho, elas conseguiram derrubar o aumento das tarifas nos principais Estados e mostraram que nem PT nem PSDB, nem Aécio nem Dilma, podem oferecer uma resposta à crise dos transportes, que atacam os trabalhadores e destina à população e à juventude um transporte precário, superlotado e caro†.

Privatização, terceirização e demissões, essa é a receita de Aécio Neves para os transportes, tendo como principal vitrine o governo do PSDB em São Paulo, e todo o cartel formado pelo “propinoduto tucano†, baseado no superfaturamento das reformas dos trens e no favorecimento ilícito através de licitações fraudadas. Ao contrário de favorecer a população, em todo o projeto de expansão do Metrô, onde inúmeras obras estão atrasadas e paradas, o que está em jogo é o atendimento dos interesses das concessionárias privadas e empreiteiras, que assim como as empresas que controlam as frotas de ônibus, formam uma verdadeira máfia dos transportes.

Por outro lado, a ideia de que o PT de Dilma pudesse ser uma alternativa a essa política é falsa. Não só porque nacionalmente nos últimos 12 anos de governo do PT o investimento no transporte não chegou a 1% do PIB. Foi esse Partido que, pela via do antigo Ministro de Lula e atual prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, desenvolveu o conceito das PPP’s (Parcerias Publico- Privadas), base do plano de concessões implementado pelo governo Dilma, que destina mais de 300 bilhões de reais para as mãos das empreiteiras como a Camargo Correa, CCR e Oderbrecht, que controla o grosso do transporte em todo o país. O exemplo disso é a parceria que PT e PSDB consolidaram no Estado de Minas Gerais para o desmonte da CBTU, envolvida também nos casos de corrupção.

França, delegado sindical do Pátio da Manutenção de Jabaquara do Metro/SP, mostra como devemos confiar na força dos trabalhadores e da juventude e não dos governos dos patrões: “Devemos retomar as manifestações de junho, elas conseguiram derrubar o aumento das tarifas nos principais Estados e mostraram que nem PT nem PSDB, nem Aécio nem Dilma, podem oferecer uma resposta àcrise dos transportes, que atacam os trabalhadores e destina àpopulação e àjuventude um transporte precário, superlotado e caro†.

Frente a esse cenário, França explica porque nesse segundo turno das eleições não existe alternativa para os trabalhadores: “Chamamos os trabalhadores e a juventude a votar nulo, para mostrar para esses dois partidos, que preparam ajustes e ataques, e que possuem uma política em comum de desmonte do transporte público, que existe um grande descontentamento. Precisamos mostrar nas ruas a raiva que sentimos todos os dias no sufoco cotidiano dos transportes. Esses governantes dos patrões devem continuar com o medo que sentiram em junho, o medo de ver a população nas ruas†.

O delegado sindical ainda propõe: “Uma grande campanha impulsionada pelos sindicatos e organizações populares pela estatização dos transportes sob controle dos trabalhadores e usuários. O voto nulo deve apontar para essa organização dos trabalhadores e da população, pois a resposta àcrise dos transportes só pode se dar pela via independente dos patrões, empreiteiras e da máfia dos transportes, com os trabalhadores e usuários que fazem todo o dia sistema funcionar sendo os únicos capazes de administrar um transporte público e de qualidade, que atenda as regiões mais periféricas, ao mesmo tempo em que garanta direitos e salários dignos para os trabalhadores que fazem esses serviços funcionaremâ€

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