Educação

PROFESSORES

Forte campanha contra as 21 mil demissões de Alckmin

06 Dec 2014   |   comentários

O Professores pela Base/Movimento Nossa Classe impulsionou uma forte campanha de vídeos na internet, onde os professores se expressaram contra as demissões dos categoria "O", e fizeram um grande bloco no ato do dia 05/11 na Praça da República.

Dia 05/12, realizou-se na Praça da República um ato convocado pela Apeoesp. Nós do Professores pela Base, que impulsionamos o Movimento Nossa Classe, junto a diversas outras categorias de professores, estivemos na manifestação. Porém, ao contrário da política levada adiante pela burocracia do PT e PCdoB, que controlam a maioria da direção de nosso sindicato, fomos com um intuito claro: defender os professores categoria O, isto é, precarizados, de serem demitidos no final do ano.

Esses professores, que compõem quase 40 mil em uma categoria de 150 mil, agora sofrem uma ameaça de demissão e impedimento de darem aulas por 200 dias. Essa situação afeta a todos, incluindo os efetivos. Não é de hoje que centenas de salas são fechadas, já que a lógica é diminuir a quantidade de professores com salas cada vez mais superlotadas. Defender os professores da categoria O é uma tarefa de toda categoria, nos unificando para lutar pelos nossos direitos.

O Professores pela Base/Movimento Nossa Classe realizou, nas últimas semanas, uma grande campanha em apoio a esses professores precarizados, com diversos vídeos em que esses professores relatam as péssimas condições de trabalho a que são submetidos, e a sua situação frente às demissões nesse final de ano.

Também foram parte dessa exemplar campanha diversas categorias. Metalúrgicos, trabalhadores da USP, do telemarketing, dos correios e do metrô prestaram sua solidariedade ativa aos professores em diversas mensagens e fotos nas redes sociais.

Isso demonstra a admiração e o respeito que os trabalhadores têm para com os professores. Mais um motivo para que os professores recuperem a confiança em suas próprias forças. Essa campanha se expressou ativamente no ato de 05/11 através do Bloco Classista e Antiburocrático impulsionado pelo Professores pela Base/Movimento Nossa Classe, com o apoio da Juventude às Ruas.

E isso foi apenas o começo. Seguiremos ativamente a campanha até que nenhum professor fique sem trabalho, e nenhum aluno sem aulas. Denunciaremos a política do governo e a conivência da burocracia sindical. Agora, os professores têm mais força para se organizar e avançar para barrar as 21 mil demissões que o governo Alckmin anunciou. Seguiremos mobilizados contra a “duzentena†e a “quarentena†(regras que proíbem os professores de trabalhar por duzentos ou quarenta dias), pois são todos professores e devem exercer seu trabalho pelos 365 dias do ano.

Direção da APEOESP: uma burocracia decadente

O ano termina com um verdadeiro escândalo. Além do governo querer demitir mais de 21 mil professores categoria O, nos últimos dias a imprensa vem noticiando um grande corte de verbas para a educação em 2015. O impacto já é sentido com a escandalosa falta de material de limpeza e higiene, e em diversas escolas se noticia o corte das reformas e dos kits escolares para o próximo ano. Frente a isso, o mínimo que a direção da Apeoesp deveria fazer é organizar os professores, nas bases, para uma luta séria. Mas o que fazem é o oposto disso.

Há bastante tempo que a Chapa 1 Art Sind, PCdoB e a corrente O trabalho enfraquecem totalmente qualquer disposição de luta. Como se não bastasse termos ficado todo o ano de 2014 sem campanha salarial, sendo uma das únicas categorias que não fez greve, chegamos agora no mês de dezembro com essa burocracia no fundo do poço.

Com 21 mil demissões nas nossas portas, a direção majoritária do sindicato veiculou uma propaganda publicitária na Rede Globo, em que fala de tudo, menos do que deveria, ou seja, como os professores devem fazer para barrar esse brutal ataque. No dia 04/12, recebemos uma carta de Maria Isabel de Noronha, onde mais uma vez não se ouve a expressão CATEGORIA O. Se é uma verdade inconteste que nada mobilizarão, não é menos verdade que a política defendida por Bebel e cia ilimitada é uma vergonha em toda linha, chegando a defender a quarentena como conquista, isto é, a demissão por 40 dias de nossos colegas.

PSOL – BLOCO, uma adaptação sem limites

O chamado Bloco, composto e impulsionado pelo PSOL, foi de uma adaptação sem tamanho. Sem igualmente organizar nada para valer, não levaram nem seus dirigentes. Ou já estão de férias ou dão como perdida essa batalha. Ou ainda, passadas as eleições, não precisem mais estar nas atividades da categoria. Nas falas que fizeram, nenhuma linha de crítica àdireção majoritária da APEOESP. Vivem cada vez mais juntos da chapa 1. Uma vergonha!

PSTU - Uma participação liliputiana

Capítulo àparte cabe ao PSTU. Para uma corrente que dirige uma quantidade razoável de subsedes, é inadmissível a quantidade de professores que mobilizaram para o ato de 05/12, que insistimos é a principal luta de nossa categoria no ano de 2014. Seguem militando de forma absolutamente rotineira. Nem ao menos colocaram a CSP-CONLUTAS a serviço da luta dos professores. Nenhuma foto, declaração, apoio, nada vezes nada, igual a nada. Esse partido segue aprofundando sua crise e perda de espaço na categoria, sendo incapaz de reverter esse curso.

Seguir mobilizados até barrar as 21 mil demissões

Com um bloco de mais de 100 companheiros de várias subsedes da capital, grande SP e interior, o bloco do Professores pela Base/Movimento Nossa Classe defendeu incansavelmente um programa que garantia o emprego dos professores. Levantamos ativamente a defesa de nenhuma demissão, efetivação imediata, e um perfil antiburocrático, de oposição àdireção majoritária da APEOESP. Por conta disso, sofremos durante o ato de 05/12 por mais de uma vez intimidações dos defensores da ArtSind. Mas não nos calaremos. A tarefa é organizar os próximos passos dessa luta, em cada escola e região, pela base, nós professores em aliança com alunos, pais, outras categorias e todos que se solidarizam com nossa causa.

Artigos relacionados: Educação









  • Não há comentários para este artigo