Internacional

DEMISSÕES NA AUTOPARTISTA KROMBERG NA ARGENTINA

Exigem a presença de Tomada no Congresso e a proibição das demissões

13 Feb 2014   |   comentários

Na manhã de hoje centenas de manifestantes bloqueavam o Parque Industrial de Pilar exigindo a imediata reincorporação dos demitidos. Este projeto será apresentado nas próximas horas com a assinatura de vários deputados da Frente de Esquerda e outras forças políticas da Câmara dos Deputados.

O deputado nacional Nicolás Del Caño elaborou um projeto de resolução para que a Câmara dos Deputados cite o ministro do Trabalho Carlos Tomada "para fins de dar explicações a respeito da intervenção da pasta a seu cargo no desenvolvimento do conflito desatado àraiz da demissão de 12 trabalhadores em junho de 2013 e 54 trabalhadores em janeiro de 2014 dispostos pela empresa Kromberg," uma importante fábrica de autopeças da localidade de Pilar, e da mesma forma "forneça informes acerca do acionar desta pasta ante os reiterados descumprimentos da legislação vigente por parte da empresa que denunciam os trabalhadores, assim como qualquer outra questão de interesse ao tema abordado." Na manhã de hoje centenas de manifestantes bloqueavam o Parque Industrial de Pilar exigindo a imediata reincorporação dos demitidos. Este projeto será apresentado nas próximas horas com a assinatura de vários deputados da Frente de Esquerda e outras forças políticas da Câmara dos Deputados.

A respeito, denunciou Del Caño que "para variar o Governo nacional também tem um duplo discurso sobre as demissões, diz que há que cuidar dos empregos e deixa que os salários reais sejam diminuídos pela inflação. E enquanto isso deixa passar dezenas de demissões como no caso da fábrica de autopeças Kromberg, onde o ministro Tomada literalmente lavou as mãos, da mesma forma que o prefeito massista de Pilar, Humberto Zúccaro".

No mesmo sentido, o deputado do PTS na Frente de Esquerda adiantou em uma reportagem a um diário portenho que "desde nossa bancada estamos elaborando um projeto de lei que junto ao estabelecimento de um salário mínimo para todos os trabalhadores do país não inferior ao custo da cesta básica familiar - que hoje ronda os 10.000 pesos - uma indexação automática de salários segundo o índice da inflação real e restabelecer a taxa de 82% móvel do último salário para todos os aposentados, proíbe as demissões e suspensões."

"O projeto que elaborou Sergio Massa pelas demissões é uma armadilha, já que omite que uma grande porcentagem de trabalhadores das grandes empresas está sob a modalidade de contratos com prazo de três meses, e estes são justamente os que primeiro são despedidos, sob o argumento ardiloso de que simplesmente não se renovam os contratos. Por isso, nosso projeto proíbe as demissões por dois anos, qualquer que seja a modalidade contratual do trabalhador," finalizou Del Caño.

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