Gênero e Sexualidade

“Eu não vou me responsabilizar pelas criançasâ€

04 Mar 2015   |   comentários

Com a frase acima, o Reitor da USP, Marco Antônio Zago, evidencia a sua posição quanto à proposta das trabalhadoras da creche de se organizarem para receber as 141 crianças que foram impedidas de se matricular.

Com a frase acima, o Reitor da USP, Marco Antônio Zago, evidencia a sua posição quanto àproposta das trabalhadoras da creche de se organizarem para receber as 141 crianças que foram impedidas de se matricular. Após uma maior redução do já restrito quadro de funcionários das creches por uma política de demissão em massa implementada pela Reitoria, a solução do Superintendente de Assistência Social (SAS), Waldyr Jorge, foi cancelar a matrícula das crianças.

Essa semana, emblemática por ser a semana do Dia Internacional de Luta das Mulheres, se iniciou com as mães e trabalhadoras das creches firmes na mobilização pela abertura de vagas. Na segunda-feira mães e pais acompanhados dos filhos e dos estudantes e trabalhadores da USP, fizeram uma manifestação em frente àSAS exigindo a abertura de vagas nas creches, inclusive apresentando um plano emergencial para poderem atender a demanda sem prejudicar as crianças, visando àrápida contratação de mais funcionários.

Sem resposta do Superintendente, nessa terça-feira elas se mobilizaram novamente. Dessa vez em frente ao local onde acontecia a reunião do Conselho Universitário. Esse órgão colegiado, espaço que congrega todos os Diretores das Unidades da USP e que se intitula como órgão máximo de deliberação das questões da Universidade, simplesmente não disse uma palavra sobre o fechamento das vagas nas creches. Não sem importam com as mães que ficam sem ter onde deixar seus filhos ou são obrigadas a levá-los para a sala de aula, por não ter com quem deixar as crianças.

Como se não bastasse o silêncio, também negam qualquer alternativa que as trabalhadoras da creche têm buscado para garantir o atendimento das crianças. Com sua política de terra arrasada, a Reitoria quer reestruturar a Universidade de São Paulo jogando o ônus nas costas dos trabalhadores, das mães, das crianças e dos estudantes pobres. Não abre vagas nas creches, fecha bandejões, corta bolsas e precariza o Hospital Universitário. Atacando diretamente as mulheres e os estudantes pobres que furam o filtro social da Fuvest e precisam desses auxílios para permanecer na universidade.

Por isso seguiremos firmes na luta. Pela abertura de vagas nas creches, contratação imediata de mais funcionários e contra o projeto de desmonte e precarização que o reitor quer implementar!

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