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Alemanha: estoura paralisação de pilotos na Lufthansa

18 Mar 2015 | Neste 18 de março serão cancelados na Alemanha mais de 410 voos em razão da paralisação de 24 horas do sindicatos dos pilotos da empresa Lufthansa. O sindicato convocou uma nova paralisação nesta terça-feira, a décima segunda para pressionar nas negociações para manter o sistema de pré-aposentadorias.   |   comentários

Neste 18 de março serão cancelados na Alemanha mais de 410 voos em razão da paralisação de 24 horas do sindicatos dos pilotos da empresa Lufthansa. O sindicato convocou uma nova paralisação nesta terça-feira, a décima segunda para pressionar nas negociações para manter o sistema de pré-aposentadorias.

Os trabalhadores do sindicato Vereinigung Cockpit (VC) convocam àgreve esta quarta-feira, das 0h local até as 23:59 horário local, para os voos de curta e média distância da companhia Lufthansa, segundo informou VC e Lufthans. São oito jornadas de paralisação no setor que já custaram àpatronal, segundo os diários, 232 milhões de euros.

O sindicato de pilotos da Lufthansa realizou uma paralisação similar em fevereiro de 2014 com o qual paralisaram mais de 1400 voos. O conflito teve uma escalada pela modificação do contrato coletivo, em particular a idade de aposentadoria. Para os trabalhadores contratados desde 1 de janeiro de 2014, a idade de aposentadoria aumentou para 61 anos, com o recebimento de apenas 60% do salário.

O sindicato de pilotos Vereinigung Cockpit argumentou que “as negociações com a direção da Lufthansa se estancaram desde meados da semana passada no que se refere ao sistema de aposentadorias antecipadas, que até agora pagava por completo a companhia aérea.â€

Esta greve se dá no marco de que Angela Merkel declarou que a Alemanha se prepara para outros cinco anos de mais austeridade. Segundo o diário ElPaís, a Alemanha recebeu críticas por seu baixo gasto público. Angela Merkel e o ministro das Finanças Wolfgang Schäuble declararam que há “bons motivos para impor o corte†. O endurecimento da Alemanha na zona do euro, em particular com a dívida da Grécia, implica também duros ataques àclasse trabalhadora de seu próprio país com a aplicação de cortes ao gasto social e às conquistas operárias.

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