Juventude

Em apoio as greves operárias, emerge a Juventude às Ruas!

26 Jun 2014   |   comentários

Assim como fizeram nossos camaradas cariocas durante a greve dos garis do RJ que, em meio ao feriado do carnaval, estiveram todos os dias nas assembleias e piquetes dessa greve histórica, desde São Paulo e Campinas, como parte da gestão do Centro Acadêmico de Ciências Humanas da UNICAMP (CACH), nos jogamos com todas as forças no apoio ativo a greve dos metroviários de (...)

Se é fato que neste ano não se repetiram as massivas manifestações de juventude que presenciamos ano passado, um setor importante de vanguarda vem fazendo uma série de experiências decisivas com a luta de classes e cumprindo um papel essencial em apoio às greves operárias que marcaram este primeiro semestre de 2014.

Em especial na luta dos garis do RJ, dos rodoviários, dos metroviários em São Paulo e dos trabalhadores das estaduais paulistas, nos orgulhamos de serem justamente as iniciativas da Juventude às Ruas que tiveram maior destaque na concretização da aliança operário-estudantil!
Além da luta cotidiana pelas demandas mais sentidas dos estudantes como por permanência estudantil, espaços estudantis, pela contratação de mais professores ou pela democratização da estrutura de poder e do acesso nas universidades, estivemos desde a Juventude às Ruas na linha de frente do combate ao corporativismo, ligando a luta dos estudantes às demandas dos setores da juventude e da classe trabalhadora que estão fora dos muros das universidades.

Assim como fizeram nossos camaradas cariocas durante a greve dos garis do RJ que, em meio ao feriado do carnaval, estiveram todos os dias nas assembleias e piquetes dessa greve histórica, desde São Paulo e Campinas, como parte da gestão do Centro Acadêmico de Ciências Humanas da UNICAMP (CACH), nos jogamos com todas as forças no apoio ativo a greve dos metroviários de SP. Em todos os dias da greve organizamos um de estudantes para reforçar os piquetes nos pátios e estações, como na Ana Rosa em enfrentamento direto com repressão policial. Após o fim da greve e a demissão dos 42 metroviários por lutar, foi aprovado por nossa iniciativa, primeiro na assembleia geral dos estudantes da USP e depois pelo comando de greve, dois cortes na Avenida Paulista pela imediata readmissão dos demitidos. Ambas as iniciativas infelizmente não contaram com a participação dos militantes do PSOL e PSTU que compõe a gestão do DCE da USP, apesar de terem sido aprovadas em espaços de frente única dos estudantes.

Na USP, estivemos desde o primeiro dia de greve compondo os piquetes dos trabalhadores a partir das 05h da manhã. E, neste caso, o DCE...sumiu de novo! Além disso, viemos travando a luta política nas assembleias gerais e de cada curso onde estamos nas três estaduais paulistas para que os estudantes assumam com centralidade as pautas dos trabalhadores e professores.
Em Belo Horizonte, compondo a gestão do Centro Acadêmico de Filosofia da UFMG (CAFCA), além de também organizar atos em favor dos metroviários de SP, fomos junto a vários outros estudantes independentes quem organizou este ano os atos contra o aumento das passagens dos ônibus metropolitanos. Justamente por isso, os companheiros da gestão do CAFCA estão hoje sofrendo brutal perseguição policial.

Queremos com esses pequenos exemplos mostrar a diferença que pode fazer a juventude se optar pela estratégia de aliança com a classe trabalhadora. Convidamos o conjunto dos estudantes e jovens trabalhadores que não estão nas universidades públicas a conhecerem o programa da Juvenude às Ruas, participar de nossas atividades e a construir uma juventude apaixonada em apoiar a luta dos trabalhadores!

Artigos relacionados: Juventude









  • Não há comentários para este artigo