Diálogos

REFORMA MINISTERIAL

Diálogo entre Dilma e Kátia Abreu

27 Nov 2014   |   comentários

Conflitos e entendimentos entre o PT e a mais nova ministra do governo "progressista".

– Katinha, querida, não liga pra essa bronca do Stédile. É que você é muito de direita, meu amor. Fica difícil pra eles engolirem. Mas fica tranquila que isso passa.

– Tudo bem Dil. O que me preocupa não é o Stédile. São esses índios. Cê sabe que eles tão dando trabalho, né?

- Sei, sei. Olha, vamos fazer o seguinte: cê já viu que eu tô precisando de uma forcinha lá na Câmara. Aquele Cunha tá me dando trabalho.

– Ai Dil... é que eu num mando muito nisso aí.

– Menina, o Cunha não pode ser Presidente da Câmara. Minha vida vai virar um inferno. Isso dos índios fica tranquila.

– Dil, cê sabe que o PMDB não está muito fácil de contentar...

– Sim, sim. Mas seus amigos cresceram na última eleição, né? Conversa com eles...

– É que eles tão receosos com o que você disse na campanha. Eu mesmo fiquei em dúvida.

– Nãããão menina. Eleição é eleição. Pode ficar tranquila.

– É que o Cunha tem entrada no meu povo... Meus amigos gostam de quem não tem vergonha de falar contra o aborto.

– Eu sei. Mais olha: agora as coisas tão meio complicadas por causa dessa história da Petrobrás. Mas assim que passar isso...

– É... mas justamente por causa disso tá todo mundo mais exigente; cê conhece esse pessoal.

– Bom. Se ninguém quiser fazer uma força para ajudar, amém. Se os empreiteiros do país forem presos quem vai fazer as obras de infraestrutura que vocês tanto pedem?

– Pois é... É que tem uns amigos lá nos Estados Unidos que estão dispostos a fazer uns preços bons.

– Tá louca menina? Imagina o que aconteceria nesse país se eu tentasse mudar a lei para permitir isso.

– Eu sei. Não precisa. Agente monta uns consórcios aqui que dá tudo certo.

– Entendi. Vou falar com o pessoal. Depois você procura o Mercadante.

– Tudo bem. Um beijo Dil.

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