Movimento Operário

Dezenas de novos ativistas se elegem para o Conselho Diretor de Base do Sintusp

11 Dec 2014   |   comentários

Nos últimos dias 10 e 11, ocorreu em dezenas de unidades da USP uma eleição democrática e muito bem organizada onde se elegeu uma grande maioria de trabalhadores que estiveram na linha de frente da greve levantando as bandeiras de nossa luta. A categoria somente tem a ganhar com essa eleição.

A histórica greve dos trabalhadores da USP de 118 dias teve uma marca profunda: o surgimento de uma nova camada de ativistas da categoria que passaram a integrar o Comando de Greve, eleitos em suas unidades. Neste fato já reside um diferencial importante do Sintusp em relação a grande parte dos sindicatos no país - que estão nas mãos de burocratas sindicais: quando a categoria decide entrar em greve, automaticamente se constitui um organismo de direção da greve, ao qual incorpora a diretoria do sindicato, mas que se amplia para novos ativistas eleitos na base de todas as unidades, e são revogáveis.

Uma característica importante do Comando de Greve foi conseguir fundir, na prática e em meio a luta de classes, a tradição de luta e combatividade do Sintusp com jovens trabalhadores que recém ingressaram para trabalhar na universidade. Isso permitiu passar a tradição para as novas gerações e permite manter viva a história de luta do sindicato. Entretanto, passadas as greves, há o risco de este importante avanço se perder, e foi isso o que motivou o Sintusp a logo após o fim da greve não somente manter um plano de luta que envolveu duas paralisações e outras ações, mas também fazer uma assembleia para votar a ampliação do Conselho Diretor de Base do Sintusp, organismo superior àprópria diretoria do sindicato.

Nós consideramos esta atitude como um avanço na democracia operária dos trabalhadores da USP, que já vinha de importantes conquistas, mas dessa forma mostra para outras categorias que, ao contrário de afastar os novos ativistas que surgem, buscamos incorporá-los como parte do sindicato. É a melhor maneira de manter uma forte ligação com a base da categoria, uma vez que a maioria dos conselheiros eleitos foram provados na luta. É também um tapa na cara dos burocratas sindicais que morrem de medo do "sangue novo" que pode ameaçar seus privilégios nos sindicatos.

Nos últimos dias 10 e 11, ocorreu em dezenas de unidades da USP uma eleição democrática e muito bem organizada onde se elegeu uma grande maioria de trabalhadores que estiveram na linha de frente da greve levantando as bandeiras de nossa luta. A categoria somente tem a ganhar com essa eleição. O Movimento Nossa Classe participou ativamente deste processo na mais ampla unidade com todos companheiros que estiveram na greve. Conquistamos também novos representantes em várias unidades como Prefeitura do Campus, Hospital Universitário, FFLCH, Faculdade de Odontologia, Poli, entre outras, junto a ativistas que compõe a CIPA de diversas unidades e os companheiros Claudionor Brandão, Diana Assunção, Bruno Gilga e Pablito Santos, da diretoria do Sintusp. Acreditamos que nosso Movimento, que atuou nesta greve em ampla unidade com todas as representações no Comando de Greve, poderá contribuir para o avanço da luta e da defesa dos direitos dos trabalhadores da USP, em uma perspectiva revolucionária e classista de atuação no movimento operário.

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