Nacional

ENCONTRO NACIONAL REÚNE MAIS DE 800 PESSOAS EM SP

Depoimentos sobre o Encontro Nacional

10 Nov 2013   |   comentários

"Camaradas trotskistas. Foi com surpresa, que participei do I Encontro de Trabalhadores - Lições de Junho de 2013. [...] refletindo por este trajeto, este Encontro de Trabalhadores, vem cobrir uma lacuna deixada por outras organizações de esquerda, mesmo à quelas que se descolaram do partido da ordem, pois não tiveram a generosidade, empenho e coragem para se constituírem numa alternativa viável, concreta, no enfrentamento com as forças (...)

São Paulo:

"Camaradas trotskistas. Foi com surpresa, que participei do I Encontro de Trabalhadores - Lições de Junho de 2013. [...] refletindo por este trajeto, este Encontro de Trabalhadores, vem cobrir uma lacuna deixada por outras organizações de esquerda, mesmo àquelas que se descolaram do partido da ordem, pois não tiveram a generosidade, empenho e coragem para se constituírem numa alternativa viável, concreta, no enfrentamento com as forças dominantes do sistema. [...] Lendo o Manifesto por uma Internacional da Revolução Socialista - Quarta Internacional - pude perceber de que nem tudo está perdido. E a força desse manifesto, se expressa na participação imprescindível dos jovens.Posso dizer, aliviado: estamos salvos." Paulo Gabeira, professor da rede pública de São Paulo, Zona Norte

“Um espanto! Acho que foi a primeira sensação que tive ao ver centenas de trabalhadores e estudantes de diversos estados, até mesmo países, com uma ânsia inigualável pela luta revolucionária. O encontro foi emocionante em todos os sentidos, pela energia que ali emanava, pela fúria revolucionária presente nas falas dos que ali nos saudavam calorosamente e, principalmente, pela atenção dispensada, particularmente àqueles que ali estavam pós-encontro, no momento de descontração e confraternização. Sinto que voltei diferente, sinto que voltei com aquela chama que se apagava de vez em quando por enfrentar sozinha na cidade coronelista na qual milito a pressão pequeno-burguesa, inabalável. À luta camaradas!
Jéssica Oliveira, professora da rede pública estadual de São Paulo

USP

“Achei o encontro muito importante porque um dos temas que se discutiu foi a defesa das mulheres, de que possamos fazer o que quisermos com o nosso corpo. Achei muito importante também porque ali estavam lutadores de todo país em defesa da classe trabalhadora. Achei muito bom conhecer pessoas que falavam como o capitalismo nos escraviza e acho que devemos lutar para acabar com a dominação dos grandes patrões que nos dominam. Em minha opinião, devemos fazer novos encontros, trazer novas ideias e fazer um jornal para chegar em muitas mais pessoas porque nossas ideias são valiosas e não podem ficar guardadas somente para poucos. Pensei que se estivesse na ditadura seria presa por que senti que estávamos nos organizando contra o poder, mas depois senti que na verdade minha vontade era de que cada empresário tivesse medo sabendo que queremos organizar muitas pessoas para derrotar um por um†- Vilma, trabalhadora da USP

"Todas as falas do Encontro foram emocionantes e importantes, pois comprovam-nos que a juventude e os trabalhadores estão unidos e conscientes de que não pagaremos as contas dos capitalistas. O gigante acordou no RS, em MG, em SP, no Rio, no Pará, nos centros urbanos e nas periferias e vai se manter alerta e cada vez mais unido e forte!" Renato, trabalhador da USP.

Marília

"Expressamos a importância do encontro Lições de junho, no qual pudemos ouvir e trocar experiências com trabalhadorxs e estudantes que estiveram envolvidos em processos de luta por todo o pais, destacando a importância da aliança operário-estudantil que já vem mostrando seus frutos nas greves das estaduais paulistas, na greve da Famema, dos bancários, petroleiros e outras greves em curso".

Alexandre, Izabela, Ana e Daniel F., militantes da Juventude às Ruas de Marília (SP)

CAMPINAS

“No dia 02/11/13 participei do encontro ‘’Lições de Junho para uma perspectiva revolucionaria’’. Pra mim o encontro foi um grande momento para nos unificarmos cada vez mais e seguir com a luta ao lado dos trabalhadores, pelo fim do sistema explorador, que assim como todos, também reprimi nós estudantes, com as escolas “Modelo Prisão††- Samuel, estudante secundarista de Campinas

“Compartilhar com as experiências de luta com todos os trabalhadores e estudantes presentes no Encontro foi imensamente gratificante e inspirador†- Bruno, professor da rede estadual de Campinas

MINAS GERAIS

“A partir desse grande encontro, quero expressar minha enorme satisfação de saber que uma alternativa revolucionária muito importante e de peso começa a se fortalecer cada vez mais no Brasil! Depois de muitos anos de militância no PSTU, partido de que fiz parte até 2011, e após um longo processo de discussão e atuação comum, quero anunciar a minha intenção de somar esforços aos camaradas da FT e da LER-QI na construção dessa importante organização revolucionária no Brasil e no mundo!†Emael Santos, professor precarizado da Rede Estadual de MG

O encontro Lições de Junho consolidou o que houve de mais importante nas Jornadas de Junho/2013: o resgate das energias utópicas das lutas populares e do espaço público - as ruas, a agora, a cidade - como o espaço, por excelência, da luta de classes, da contestação, da revolução. O encontro reiterou também a necessidade de aprofundar a radicalidade da luta contra a repressão, pelo fim das polícias e pelo desmantelamento do aparato repressivo. São exatamente estas questões, no nosso entender, que unificaram, qualificaram e politizaram das jornadas de junho. Heloisa Greco/Bizoca (Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania.

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Rio de Janeiro

"Este encontro renovou minhas esperanças de voltar para a luta. Me emocionei muito com o depoimento de algumas companheiras, especialmente da Isabelle e da Silvana. Estou muito feliz de participar deste grupo. Estou vendo que outras pessoas como eu estão ficando revolucionárias pelas idéias que juntos defendemos. Fiquei 10 anos no limbo, depois que o PT virou governo, agora tenho confiança de novo."Isabel Coutinho, técnica de enfermagem

"As jornadas de junho no Brasil foram certamente um grande teste para o Estado brasileiro e para a burguesia, mas também puseram àprova o conjunto das direções políticas. Esse encontro foi a expressão da profundidade dessas manifestações, nas quais muitos jovens, mulheres e trabalhadores despertaram politicamente e procuram uma resposta consequente para a continuidade dessa luta. Por esse motivo, esse encontro foi a expressão mais acabada da luta pela construção de uma direção revolucionária no país." Luís César Nunes, professor do município e estado do Rio de Janeiro

Maringá

No dia 02 de novembro, tive oportunidade de participar da atividade sobre as jornadas de junho e julho organizada pela Ler-qi. Para mim, foi uma discussão singular, na qual tive a oportunidade de ouvir vários relatos de trabalhadoras/es, estudantes, professoras/es de diversas partes do Brasil. Sem dúvida, o aprendizado foi intenso, principalmente pelo fato da aliança entre a classe operária e universitários na atividade, pois para mim a maior dificuldade dos movimentos sociais é unificar as pautas, dialogar para além dos muros das universidades. No caso do movimento estudantil, sem se esquecer de inserir em todos os debates a questão das opressões e do machismo. Eu como estudante e feminista, aprendi muito e esse encontro me proporcionou repensar muitas coisas no que diz respeito àmilitância. Cada saudação e interversão, contribuiu para que possamos construir um movimento classista, feminista e combativo. Camila Galetti, do Coletivo Maria Lacerda de Maringá - Paraná

PARÃ :

"A lições de junho, organizada pela LER-QI teve um papel de extrema importância porque reuniu lutadores de todos os cantos, de norte ao sul do País. A luta é por muito mais que foi cantado em junho. O norte que foi incendiado pelo espírito das manifestações de junho, continua incendiado pelo mesmo na luta contra a precarização do ensino público, contra os grandes latifúndios na Amazônia, contra os grandes projetos como Belo Monte e Tapajós." - Biamichelle, Estudante de Universidade do Estado do Pará

Intelectuais

“No Encontro, fomos contagiados com a centelha das lutas pela emancipação do trabalho. Narraram – tal como o velho Lenin imaginara – cada experiência particular de luta. As surradas denegações do reformismo e do entreguismo. Os longos dias de trabalho, a exploração das mulheres, a barbárie contra as comunidades negras, o tacão policial, a repressão intensa dos patrões... Denunciaram as várias faces da autocracia do capital. Um dos pontos densos foi a participação dos comunistas da Argentina e do Chile, relatando suas experiências sindicais e políticas.

No célebre Manifesto de Marx e Engels, há uma passagem que merece ser grifada: os comunistas “não proclamam princípios particulares, segundo os quais pretendam moldar o movimento operário†, pois devem fazer “prevalecer os interesses comuns†da classe trabalhadora vista em seu conjunto. Urgência história: há que repensar a construção de uma Nova Associação Internacional da Classe Trabalhadora!†- Antonio Rago - professor da PUC-SP e da Fundação Santo André

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O Encontro foi uma iniciativa política importante da LER-QI que permitiu realizar um balanço coletivo das jornadas de junho a partir de diferentes experiências militantes em distintos lugares do Brasil. No marco de uma crise capitalista mundial que se aprofunda e uma crise política no país aberta em junho e ainda não totalmente fechada a perspectiva de unir os setores mais dinâmicos dos trabalhadores com a juventude radicalizada e os setores oprimidos em uma perspectiva revolucionária se apresenta como necessária nesta nova etapa da luta de classes. Gonzalo Rojas, Professor Universidade Federal de Campina Grande – UFCG - Paraíba

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