São Paulo

Denúncias ligam secretário de transporte de SP ao propinoduto

09 Feb 2015   |   comentários

Indicado por Alckmin para a secretaria responsável pelo Metrô, Clodoaldo Pelissioni tem longo histórico de serviços prestados aos tucanos

Indicado por Alckmin neste início de 2º mandato para assumir a secretaria de governo responsável pela gestão do Metrô, da CPTM e da EMTU, Clodoaldo Pelissioni tem um longo histórico de serviços prestados aos tucanos paulistas.

Começou a militar no PSDB em 1989, quando ingressou como estudante na Fundação Getúlio Vargas, onde conclui a graduação e pós-graduação em Administração. Durante muitos anos foi tesoureiro do diretório municipal do PSDB de São Paulo e, atuou na coordenação do comitê financeiro das campanhas eleitorais de Serra, em 2004 e 2006, e de Alckmin, em 2008 e 2010.

Antes de assumir a atual secretaria trabalhou por indicação em outros cargos do governo de São Paulo. Foi diretor-financeiro da Imprensa Oficial de 2007 a 2010. Superintendente do Departamento de Estradas e Rodagens (DER) de 2011 a 2014, onde, diga-se de passagem, manteve e aprofundou a política tucana de privatização das rodovias estaduais. E, graças aos “bons serviços†no DER, assumiu no segundo semestre do ano passado a Secretaria de Logística e Transportes.

No ano passado, durante uma operação de busca realizada pela polícia federal por conta da investigação do propinoduto envolvendo Metrô e CPTM, foi encontrado email que sugere que, em 2012, uma das empresas investigadas, a Tejofran, participava de esquema similar de pagamentos de propinas também a representantes do DER, exatamente no período em que Clodoaldo Pelissioni era superintendente do órgão. Segundo a Folha de São Paulo “A mensagem sugere que a propina regular era de 4% sobre cada pagamento feito ao consórcio formado por Sondotécnica, Geribello e Tejofran em razão de contrato com o DER, mas subiu para 4,5% por causa da campanha eleitoral daquele ano. (...) O superintendente do DER em 2012 era o tucano Clodoaldo Pelissioni, atual secretário de Transportes do governo de Geraldo Alckmin (PSDB)†.

Já é noticiado amplamente que o PSDB possui relações espúrias com as empresas privadas através dos contratos fraudulentos, sendo o maior escândalo o chamado “propinoduto†. É tão orgânica a relação do governo com a corrupção, que as empresas envolvidas nesse escândalo financiaram mais de 60% da campanha da Alckmin ao governo e dos demais candidatos do PSDB no Estado, mesmo depois de
todas as denúncias.

O atual secretário de transportes é mais uma engrenagem para continuar a mesma política para o transporte em São Paulo, com privatização, corrupção, terceirização e precarização e sufoco para os trabalhadores do transporte e usuários. É sintomático que seja um quadro político do PSDB, responsável pela administração e captação de recursos de campanhas eleitorais que assuma a frente da secretaria de transportes, ou seja, alguém que seja de confiança direta dos monopólios (em sua maior parte estrangeiros no caso do metrô e da CPTM) que dominam a máfia dos transportes.

Não àtoa, é um homem também ligado àTejofran, empresa terceirizada que, no metrô e diversas outras estatais, ganha enormes quantidades de dinheiro e super-explora os trabalhadores.

Mudanças na administração não vão nunca solucionar este problema. Enquanto estiver ligado ao lucro dos capitalistas, o transporte público será fonte de recursos para os políticos e burocratas do estado. É necessário que o sistema de transportes totalmente estatizado e controlado pelos trabalhadores e usuários, através de organismos, onde o orçamento e políticas públicas sejam feitos com absoluta
transparência e os respectivos responsáveis possam ser eleitos pelos trabalhadores e revogados de seus cargos toda vez que a população avaliar problemas na gestão.
Para avançar nesse sentido, precisamos unir os trabalhadores do transporte com a juventude que está lutando contra o aumento e a população que sofre cotidianamente
com a precarização.

- http://www1.folha.uol.com.br/poder/2014/08/1495811-consorcio-subornou-orgao-
paulista-que-cuida-de-estradas-sugere-e-mail.shtml

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