Movimento Operário

Denúncia: ameaças contra militante da LER-QI em metroviários!

29 Apr 2012   |   comentários

Neste mesmo Congresso dos Metroviários, fez parte de nossa tese uma discussão sobre o corpo de segurança no Metrô. Defendemos que a segurança seja treinada e controlada pelo sindicato, cumprindo um papel de segurança operacional e aliada àpopulação, justamente para fazer frente àpolítica do governo e da empresa de treinar a segurança para que cumpra um papel de repressão àpopulação, baseado numa parte da lei 6149/1974, que diz que a segurança do Metrô tem poder de polícia em suas dependências.

Essa discussão gerou polêmica e fez com que setores da segurança se organizassem para votar uma moção de repúdio ànossa tese. Independente dos desacordos com as posições políticas, consideramos um erro grave que setores da diretoria do sindicato, principalmente os ligados ao PSTU, tenham apoiado essa moção, pois esse é um método alheio àtradição do movimento operário do qual fazemos parte e consideramos que o PSTU também faz. Divergência política se trata com discussão e não com moções de repúdio.

Consideramos que isso foi o que abriu espaço para que os setores minoritários e reacionários da segurança se sentissem àvontade para fazer comentários provocativos e machistas ànossa companheira Marília, que foi delegada no Congresso e defendeu nossa tese. Essa situação chegou ao ponto de a companheira receber ameaças telefônicas anônimas no telefone do próprio Metrô, em seu turno de trabalho, dizendo “se prepara que vem chumbo†, além de xingamentos machistas.
Esse é um ataque não somente ànossa companheira ou ànossa organização, mas é um ataque anti-operário e anti-sindical, pois esses setores reacionários são os mesmos que se colocaram contrários ao apoio que o sindicato dos metroviários corretamente deu aos lutadores da USP ou do Pinheirinho. É necessária uma campanha do sindicato em seus jornais e boletins pela democracia operária e contra qualquer ameaça ou perseguição àcompanheira Marília. O Congresso da CSP-Conlutas também deve votar uma moção de repúdio a essas ameaças, defendendo a mais ampla democracia operária.

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