Internacional

AUDIÊNCIA CONTRA O AUMENTO DA TARIFA DO METRÔ

Dellecarbonara: "Esta nova audiência foi um circo para não mudar nada"

13 Feb 2014   |   comentários

Claudio Dellecarbonara, delegado da linha B e dirigente do PTS (Partido dos Trabalhadores Socialistas) na Frente de Esquerda (FIT), esteve hoje na audiência pública contra o aumento das tarifas no metrô para denunciar o governo de Macri

Claudio Dellecarbonara, delegado da linha B do metrô de Buenos Aires e dirigente do PTS (Partido dos Trabalhadores Socialistas) na Frente de Esquerda (FIT), esteve hoje na audiência pública contra o aumento das tarifas no metrô para denunciar o governo de Macri (prefeito de Buenos Aires) e a empresa Metrovías que querem aumentar a tarifa para $ 4,50 pesos a partir do dia 1 de março. Estiveram presentes também Marcel Ramal, deputado pela Frente de Esquerda e a Andrea D´Atri, membro da bancada da Frente de Esquerda na Legislatura da cidade de Buenos Aires. Dellecarbonara destacou que “não podemos deixar passar este aumento das passagens do Metrô. Existe um segredo total sobre os lucros da empresa Metrovías e o governo Macri aumenta a tarifa para que os usuários é que paguem, somos em sua maioria estudantes e trabalhadores e todos os dias suportamos um péssimo serviço. Picccardo, titular do SBASE, continua mentindo com números inflados, obras e investimentos que nunca terminam, o que já foi desmentido pela Auditoria Geral da Cidade de Buenos Aires e pelos próprios trabalhadores e usuários do Metrô. São estes funcionários quem depois, tentam demonizar quando lutamos pela recomposição de nosso salário, são os mesmos (SBASE) que em dois anos já aumentaram mais de 300% o valor da passagem e que darão em 2014, mais de 1 bilhão de pesos em subsídios a uma empresa que leva anos sem investir um peso. E esta indolência não é de graça: nos últimos anos morreram quatro trabalhadores e ocorreram dezenas de acidentes com passageiros por falta de manutenção†.

O delegado da linha B, acrescentou ainda que “foi significativa a ausência dos legisladores kirchneristas na audiência, que estão assinando embaixo de todos os aumentos nos serviços públicos, como já está ocorrendo com o aumento nas passagens de ônibus. Tanto o governo da nação quanto o PRO (partido de Macri, Partido por uma República de Oportunidades) parecem estar concordando que sejam os trabalhadores que paguemos pelos custos destas empresas monopolistas que há anos vem ganhando milhões. Isto está em sintonia com o ajustes que o governo nacional está levando adiante por meio da inflação, do desaquecimento da economia e dos tetos aos reajustes salariais nas data-base das categorias, como pudemos ver, por exemplo, com o vergonhoso aumento de 11% que acabaram de dar aos aposentados, muito abaixo da inflação.â€

Por último, Claudio argumentou que “a Cidade de Buenos Aires já se transformou em um paraíso para os negócios, como se viu com as salas de aulas contêineres, os negócios imobiliários permanentes e concessões como a da empresa Metrovías. Já é hora das centrais sindicais convocarem um sério plano de luta para barrar os aumentos das tarifas. É preciso deixar de dar subsídios aos parasitas como os Roggio (empresários) e que o Metrô seja estatizado e colocado sob controle dos trabalhadores e dos usuários, pois somos os únicos interessados em termos um bom serviço.â€

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