Nacional

TROTES RACISTAS NA UFMG

DECLARAÇÃO DA JUVENTUDE ÀS RUAS FRENTE AOS CASOS DE RACISMO NA FACULDADE DE DIREITO DA UFMG

26 Mar 2013   |   comentários

Cada vez mais comuns (há poucos dias vimos um absurdo semelhante na USP São Carlos) essas ações asquerosas são expressões diretas de uma universidade elitista e racista. O profundo atrelamento da universidade pública aos interesses de capitalistas - aprofundado no governo de Lula e Dilma - reserva aos jovens negros, à s mulheres e aos trabalhadores não mais do que trabalho semi-escravo, baseado na terceirização dentro da universidade. E sua (...)

Cada vez mais comuns (há poucos dias vimos um absurdo semelhante na USP São Carlos) essas ações asquerosas são expressões diretas de uma universidade elitista e racista. O profundo atrelamento da universidade pública aos interesses de capitalistas - aprofundado no governo de Lula e Dilma - reserva aos jovens negros, às mulheres e aos trabalhadores não mais do que trabalho semi-escravo, baseado na terceirização dentro da universidade. E sua consequência ideológica é o papel de caricatura no ritual (trote) tipificado historicamente nas celebrações nazistas, hoje em dia reproduzidas nas universidades públicas, para que os calouros recebam a aprovação de um setor dos antigos veteranos como esses, que buscam fazer da universidade seu restrito círculo elitista.

Isso mostra como não passa de uma farsa a propagandeada "inclusão" do governo Lula/Dilma. As universidades públicas brasileiras aprofundam seu caráter elitista. Os futuros defensores dos interesses da burguesia covarde e racista brasileira seguem sendo formados nas UFMG’s Brasil afora, graças ao filtro de classe que se chama vestibular. Filtro podre que serve para deixar de fora os jovens advindos da classe trabalhadora, infinitamente capaz de criação e materialmente interessada na distribuição social do conhecimento produzido. Ao contrário, hoje se cria conhecimento a serviço de empresas como a Vale do Rio Doce, imensa privilegiada das pesquisas da UFMG, que forma esse tipo de gente para, na à frica e no Brasil, superexplorar e oprimir o povo negro e trabalhador. Se a universidade tem esse caráter, como não se sentirão livres esses setores fascistóides para fazer nestes rituais pós Auschwitz uma escola de formação para seus futuros papeis como defensores dessas empresas?

As entidades estudantis, CA’s e DA’s, devem ser entidades que, ao invés de organizarem rituais de entrada ao circulo dos elitistas, sejam entidades militantes, que cumpram o papel de mostrar com clareza que a cada estudante que entra, milhares ficam fora. Que não temos nada a comemorar senão nosso poder e dever de lutar por transformar radicalmente o caráter de classe da universidade. Lutar pelo FIM DO VESTIBULAR, pela ESTATIZAÇÃO DAS UNIVERSIDADES PRIVADAS (tão bem remuneradas pelo governo do PT) para que todos tenham direito de estudar e para que a pesquisa, o conhecimento produzido e os frutos da universidade estejam em função dos interesses dos trabalhadores, da juventude negra - que hoje sequer pode entrar na universidade sem ser parada pela polícia como suspeita - e por consequência em função dos interesses de toda a humanidade.

ABAIXO O RACISMO!

COMISSÕES INDEPENDENTES DAS REITORIAS E DOS GOVERNOS PARA APURAÇÃO DOS CASOS DE RACISMO!

PUNIÇÃO AOS RESPONSà VEIS E SEUS CÚMPLICES!

PELO FIM DO VESTIBULAR!

ABAIXO O TRABALHO PRECà RIO, ABAIXO A TERCEIRIZAÇÃO!

INCORPORAÇÃO DE TODOS OS TERCEIRIZADOS COMO EFETIVOS SEM NECESSIDADE DE CONCURSO PÚBLICO!

JUVENTUDE ÀS RUAS - BH

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