GREVE DOS PROFESSORES MUNICIPAIS DE SP

Contra o corte de ponto de Haddad, fortalecer a luta com comandos de greves de base

22 May 2014   |   comentários

Nós, professores municipais de São Paulo, estamos em greve desde o dia 23/04, em luta contra os ataques e o projeto de precarização de ensino que seguem, agora pelas mãos de Haddad e do PT.

Nós, professores municipais de São Paulo, estamos em greve desde o dia 23/04, em luta contra os ataques e o projeto de precarização de ensino que seguem, agora pelas mãos de Haddad e do PT. O atual prefeito, em pouco tempo de mandato, conseguiu quebrar rapidamente a ilusão de parte importante da categoria que projetava com seu voto melhorias na educação depois de anos de PSDB e aliados. Vem mostrando sua real função, tão bem cumprida àfrente do ministério da educação petista, de avançar no projeto de sucateamento e privatização da educação.

Haddad se nega a atender os inúmeros pontos de pauta da categoria que denunciam e combatem a precarização das escolas e as péssimas condições do ensino e dos profissionais da educação. Mente para a população dizendo que nenhuma categoria ganhou mais que os professores, enquanto na realidade não deu aumento nenhum. Muito pelo contrário, se nega a cumprir inclusive os antigos acordos arrancados pela luta da categoria. Exigimos que o pagamento do complemento de 15,38% seja incorporado ainda neste ano como salário real (e não como bônus!) para todos! Enquanto mente descaradamente para os professores de que a verba está no limite, gasta bilhões junto ao governo federal e estadual para financiar o evento que enriquece a máfia da FIFA, patrocinadores e grandes empresários.

Basta! Queremos mais verbas pra educação, para ter uma educação de qualidade, que passa pela valorização dos profissionais da educação. Queremos salários dignos, melhores condições de trabalho, chega de salas superlotadas e cargas horarias extenuantes. Não nos intimidaremos com as absurdas orientações da prefeitura que descumprem o direito a greve ao exigir das direções das escolas que registrem faltas aos professores grevistas! E denunciamos desde já o corte de ponto que Haddad impõe contra nós. Coloquemos de pé um comando de greve, como já votado na ultima assembleia, só que regulado pela base dos educadores em luta!

Os professores mostraram nas ruas sua disposição de luta para dobrar a intransigência de Haddad. São dezenas de milhares que por duas vezes em atos param o centro de São Paulo, e demostram não apenas as força dos professores, mas o apoio da população na luta pela educação. É fundamental construir um verdadeiro plano de lutas que prepare a categoria para vencer. Claudio e as burocracias da direção do Sinpeem e Aprofem, que estão há anos sem pisar nas salas de aula, não têm o interesse de levar a disposição de luta dos professores até o final. Para expandir nossa greve, ultrapassar as burocracia e o governo Haddad, devemos organizar a greve desde as bases, construindo comandos de greve por escolas que tenham o real poder de decisão sobre os rumos de nosso movimento.

Devemos recuperar nossas assembleia e exigir que sejam democráticas, que essas deixem de ser apenas meros instrumentos de informe na boca de Claudio, e passem a ser a voz dos professores em lutas, dos comandos de greve das escolas paradas, para orientar nossa greve. Que realmente sejam instrumentos de debates e propostas politicas dos professores reais em luta.

É mais do que necessário para derrotar a intransigência de Haddad unificar nossa luta com a de outras categorias de trabalhadores. Há total condições para uma greve geral da Educação em SP, que se unifique com os professores do RJ, MG e PR. A USP já decretou greve, o que nos fortalece ainda mais. Os professores estaduais, que votaram indicativo de greve para o dia 30/05, devem impor uma luta séria superando a burocracia de Bebel e a direção da APEOESP.

Artigos relacionados: São Paulo Capital









  • Não há comentários para este artigo