Sábado 20 de Julho de 2019

Juventude

USP DE RODAS INVADIDA PELA TROPA DE CHOQUE TEM PRESOS POLÃ TICOS

Contra Rodas, Alckmin e a PM que mantém estudantes presos: Centenas seguem em ato para exigir a libertação imediata dos estudantes

08 Nov 2011   |   comentários

A militarização da USP iniciada nesta manhã sob pretexto da reintegração de posse na reitoria da USP segue. A universidade continua tomada pela tropa de choque que covardemente tenta amedrontar os estudantes, professores e trabalhadores. Longe do que declara a mídia burguesa, a desocupação nada teve de pacífica.

E enquanto a universidade segue sitiada, os estudantes que foram presos continuam detidos no pátio da delegacia, sofrendo ameaça de confisco de celulares, e sem contato com o mundo exterior desde as 7h da manhã de hoje. Além disso, a polícia declarou que enquadrará os estudantes em luta por crimes como formação de quadrilha, crime ambiental por conta das pixações, e pretensa desobediência àmedida judicial. Mostra-se, portanto, a forma do governo do estado de Alckmin e do reitor Rodas lidar com o movimento estudantil: criminalizando-o brutalmente. E numa demonstração que a máquina estadual de intimidação do governo do estado de Geraldo Alckmin, os estudantes mobilizados da UNESP de Marília, acabam de relatar que helicópteros da PM também sobrevoam o campus ameaçando os estudantes.

Entretanto, centenas de estudantes seguem mobilizados na universidade contra a presença da PM no campus. Os estudantes do curso de Letras já declararam que seguirão em paralisação. Não se intimidam com a presença da polícia. E centenas de estudantes estão se dirigindo em ato àdelegacia para reivindicar a libertação imediata de todos os presos. Demonstrando que os verdadeiros vândalos são os policiais, e que o maior dano ao patrimônio público é o reitor João Grandino Rodas, que coloca todas as pessoas da comunidade universitária bem como todo o espaço público em risco ao trazer a polícia, os estudantes entoam a palavra de ordem “Polícia Não, Educação!†, consigna que desde o início expressa o sentido político do movimento. Juntamente com os estudantes, figuras como o presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa, Adriano Diogo, deputado estadual do PT estão negociando a libertação dos presos. Dentre os presos, 13 são militantes da LER-QI, dentre eles, Diana Assunção diretora do Sindicato dos Trabalhadores da USP.

É preciso que deflagremos uma ampla mobilização, que instaure uma greve geral estudantil nas universidades estaduais paulistas, para acabar com esta homenagem àditadura militar, orquestrada pelo governador Geraldo Alckmin, os reitores, tendo João Grandino Rodas àfrente, e a polícia paulista, comprovadamente mais assassina que todas as polícias norte-americanas juntas, como denunciam diversos organismos de Direitos Humanos.

Chamamos a intelectualidade, organizações estudantis, de esquerda, sindicais e de direitos humanos a irem para o ato e se somar na exigência da libertação de nossos presos (91º DP Seccional Oeste - Próx. àAv. Gastão Vidal).

Por uma greve geral estudantil das universidades estaduais paulistas pelo Fora a Polícia Já!
Nenhuma punição aos lutadores! Nenhum processo administrativo ou criminal contra os lutadores!
Libertação imediata dos presos da USP!

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