Movimento Operário

Construamos o Congresso da CSP-Conlutas nos locais de trabalho

04 Feb 2015   |   comentários

Precisamos unir toda a classe trabalhadora para lutar contra os ataques dos governos e dos capitalistas e isso não vai se dar sem fortalecer uma alternativa de luta que não tenha rabo preso com o governo.

Os ataques que os trabalhadores e a juventude estão sofrendo são tantos que até os dirigentes sindicais apoiadores do governo, burocratas que travaram todas as lutas nos últimos anos, estão sendo obrigados a se movimentar. Como não poderia deixar de ser, o fazem de maneira controlada, como se expressou na falta de mobilização da base dos trabalhadores para os atos no último dia 28/1.

Precisamos unir toda a classe trabalhadora para lutar contra os ataques dos governos e dos capitalistas e isso não vai se dar sem fortalecer uma alternativa de luta que não tenha rabo preso com o governo. A CSP-Conlutas segue sendo a principal alternativa e seu próximo Congresso em junho é uma oportunidade para unir todos os setores classistas e antigovernistas em um plano unificado de luta construído nas bases para impor às direções dos principais sindicatos do país a realização de paralisações nacionais capazes de barrar os ajustes e ataques do governo e lutar para que nenhuma família fique sem água ou sem luz.

Para que o Congresso cumpra esse papel, é preciso organizar centenas de trabalhadores para ir, com clareza de objetivos, batalhando por uma perspectiva anti-burocrática, combativa e classista junto aos milhares que lá estarão. Não precisamos de um aparato sindical a mais e congressos que são meras disputas de aparatos, precisamos de uma coordenação real das lutas.

Mas os ajustes e a falta de água não vão esperar até junho. Por isso, desde novembro viemos propondo organizar plenárias regionais que preparem o Congresso mas que já organizem a nossa resposta aos ataques que estão em curso. O PSTU, direção majoritária da CSP-Conlutas, vem se negando essa proposta. Isso mostra que não pensa a construção do Congresso e seus objetivos ligados àluta de classes. Junto aos independentes do Movimento Nossa Classe, nós da LER-QI vamos batalhar por outra perspectiva na construção do Congresso, acumulando forças para disputar os rumos da central, pois se trata de uma necessidade da classe trabalhadora que não pode ficar refém das burocracias sindicais, dos governos e patrões.

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