Juventude

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Compareça sábado na Plenária da Juventude Às Ruas!

27 Sep 2012   |   comentários

Nesse sábado, as 14:00, no SINSPREV-SP, participe conosco da Plenária da Juventude às Ruas! Com a presença de trabalhadores em luta, Zonyko, rapper e militante das atuais lutas chilenas, e estudantes de universidades e escolas de SP, RJ e MG para discutir a construção de uma grande juventude anticapitalista e revolucionária.

Todos aqueles que cotidianamente se revoltam contra os absurdos de nossa sociedade vêm assistindo entusiasmados belíssimas demonstrações de luta e revolta por todo o mundo. Em todos os continentes o anseio por transformações se fez sentir: foi assim na América, em especial nos Estados Unidos, Chile, México, Canadá; foi assim em toda a Europa, com protagonismo de Espanha, Grécia e França; foi assim na chamada Primavera à rabe e ainda em diversos outros países em que vimos mobilizações que deram um grito de basta contra todas as formas de opressão e exploração que o capitalismo nos impõe.

O cenário de fundo desses processos possui uma magnitude histórica, que impõe desafios audaciosos a todo jovem que busca se libertar das amarras do capitalismo. Estamos falando justamente da crise econômica mundial que vêm dando fortes chacoalhões por todo o mundo, arrancando a máscara de qualquer governo que se diga democrático e representante dos interesses de todos. Dívidas públicas cada vez maiores, queda dos lucros, demissões, retirada de diretos e aumento de medidas repressivas são a tônica dos tempos que vivemos.

Assistir tudo isso a distância sem sentirmos o calor da revolta que esquenta o mundo já está se transformando em passado. Um panorama atento da situação que vivemos atualmente no Brasil desvenda os olhos daquela velha e empoeirada história de que somos um país de todos, das oportunidades e do futuro. Espelhado no que ocorre pelo mundo podemos prever o que nos espera.

Podemos ver nesses últimos meses uma série de importantes greves, que dentre elas podemos destacar a maior greve dos servidores federais dos últimos anos - inclusive nas universidades federais em que o movimento estudantil voltou aparecer na arena nacional – e os trabalhadores da construção civil radicalizando em seus protestos queimando alojamentos e ônibus contra condições de trabalho semiescravo. Como os governantes e patrões vêm lidando com essas importantes mobilizações? Intransigência em conceder qualquer aumento de salário, demissões massivas como a recém anunciada aos trabalhadores da multinacional GM, corte de salário de grevistas, restrições ao direito de greve, repressão a estudantes e trabalhadores, inclusive se utilizando do exército para isso.

Sintomático também é observar como os estudantes de São Carlos vêm reagindo a isso. Encapando as principais bandeiras que se gestaram em São Paulo, mais de 300 estudantes se reuniram nas últimas semanas para questionar essa onda repressiva e a presença da PM no campus. Na Unesp de Franca também podemos ver uma importante ação do movimento estudantil quando expulsaram de sua universidade aquilo que representa o que existe de mais reacionário em nossa sociedade (veja o box ao lado), agora a diretoria ameaça punir esses estudantes, para que não se repita o exemplo dado pelo movimento estudantil, mais uma investida repressiva na esteira dos últimos acontecimentos que vivenciamos.

A defesa dos processados, expulsos, demitidos e presos se faz urgente em todo país e se soma ànecessidade de lutar contra as mortes e violência provocada pela polícia nos bairros de periferias e favelas. Todas essas medidas repressivas são fundamentadas na herança da ditadura militar, não apresentam nenhuma diferença com os métodos inquisitórios daquele período: são os mesmo que acusam, julgam e punem.

Diante dos exemplos citados e combinado com a mobilização dos estudantes nas universidades federais podemos estar frente a um novo momento do movimento estudantil, inclusive nas universidades estaduais paulistas, o que nos coloca tarefas superiores. Como dito acima, as mobilizações e greves de trabalhadores não cessarão, trabalhadores bancários e dos correios já estão em processo de mobilização por salário, assim como lutas que começam em metalúrgicos por todo o país, e já sabemos a resposta que enfrentarão do governo e da patronal. Sabemos que para de fato golpearmos o governo, responsável pela atual situação da educação, e avançarmos em uma luta ferrenha contra as Reitorias será fundamental nos aliarmos àqueles que possuem o mesmo projeto de sociedade que nós, e que também vêm sofrendo com os ataques dos governos, os trabalhadores. Uma aliança operário-estudantil é exatamente o que a burguesia mais teme, pois é justamente a união daqueles que lutam pelo futuro com aqueles que são responsáveis pela criação de todas as riquezas do mundo. Centenas e milhares de jovens que cubram de solidariedade essas lutas que estão porvir, no atual cenário de uma crise econômica histórica, será determinante para avançarmos na construção e um projeto distinto de sociedade.

A juventude chilena, responsável por questionar o regime herdeiro de Pinochet, que sem medo enfrenta corajosamente a escalada repressiva da polícia e do governo através de massivos atos e ocupações de escolas, aprofunda o exemplo que ergueu no ano passado, demonstrando como uma luta por educação gratuita contra uma burguesia incapaz de conceder qualquer avanço, pôde avançar para o questionamento do conjunto do regime, desenvolvendo elementos de auto-organização, que agora precisam se aprofundar, e permitir um salto na luta através de uma aliança profunda com a classe trabalhadora. É fundamental levantar o apoio ativo a esse processo, e buscar extrair lições profundas dela, para poder encarar as lutas com uma perspectiva organicamente internacionalista.

Com esse espírito, convidamos cada jovem a participar, no próximo dia 29, com a presença de Zoniko, militante chileno da Agrupação Combativa Revolucionária, da próxima Plenária da Juventude às Ruas, que impulsionamos junto a dezenas de estudantes e jovens independentes, procurando discutir, a partir desses desafios a tarefa de construir uma juventude revolucionária para que a luta contra a repressão nas universidades possa avançar para uma enorme campanha nacional contra a repressão e para que cada luta dos trabalhadores possa não somente triunfar momentaneamente, mas avançar para o questionamento de toda a miséria capitalista!

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