Juventude

II Congresso da Anel

Comecemos a construir o congresso da ANEL para lutar contra a repressão ao movimento estudantil, aos movimentos sociais e por nossos direitos!

06 Apr 2013   |   comentários

Este congresso pode e deve dar passos claros para organizar e nacionalizar a luta pela extinção dos processos aos 72 da USP, lutar contra a repressão e assassinatos aos lutadores no campo, os trabalhadores presos nas obras do PAC, a repressão sofrida por professores por pronunciarem-se contra reitorias, governos e burocracias sindicais governistas como sofrem Bia Abramides da PUC-SP por lutar contra a intervenção da igreja católica, e Ricardo (...)

Nos dias 30 de maio a 2 de junho ocorrerá o II congresso da ANEL. Neste congresso estarão representados partes muito importantes dos estudantes que lutam contra a repressão aos lutadores na USP (ameaçados de prisão por formação de quadrilha), parte importante dos grevistas das federais e da juventude que tem lutado contra a ofensiva de setores reacionários, aliados de Dilma e do PT, como Feliciano aos nossos direitos.

Este congresso pode e deve dar passos claros para organizar e nacionalizar a luta pela extinção dos processos aos 72 da USP, lutar contra a repressão e assassinatos aos lutadores no campo, os trabalhadores presos nas obras do PAC, a repressão sofrida por professores por pronunciarem-se contra reitorias, governos e burocracias sindicais governistas como sofrem Bia Abramides da PUC-SP por lutar contra a intervenção da igreja católica, e Ricardo Antunes da UNICAMP pelo braço do governo em professores universitários, o PROIFES. Este congresso também pode e deve dar um passo firme na luta pelo direito de todo os negros estudarem, das mulheres terem direito a seu corpo e dxs LGBTTIs contra a Feliciano e toda homofobia!

Um congresso em meio ao 6º ano da crise capitalista! Mais ainda deve passar das palavras àação!

Longe do que a burguesia tanto propagandeou de “fim da classe operária e de revoluções†, chegamos ao sexto ano de uma crise capitalista que só pode ser comparada a crise dos anos 30, onde a luta de classes volta a ser um elemento determinante para decidir o futuro. Os processos da Primavera à rabe que seguem vivos, as greves gerais na Europa como o 14N, os levantes internacionais da juventude em resposta aos planos de austeridade (Occupy Wall Street nos EUA, Os Indignados, na Espanha e #Yosoy132 e a juventude chilena na luta por educação publica, gratuita e de qualidade demonstram a abertura de um novo período e novos desafios para a juventude que hoje se levanta.

Em meio a um cenário internacional como este e a nossa preparação para impactos mais agudos da crise no Brasil e mesmo para derrotar os reacionários como Feliciano, que são aliados de Dilma, e os ataques ao movimento estudantil como na USP, hoje mais ainda este congresso pode e deve dar passos concretos. A ANEL já aprovou várias vezes que defendia o fim do vestibular mas nunca levou este programa sequer a um panfleto. Aprovou que defende os lutadores da USP e campanha contra a repressão, porém o material de chamado ao congresso editado por sua ala majoritária, o PSTU, não tinha uma palavra sobre isto! Por um congresso que dê passos concretos e levemos nossos programas ÀS RUAS!

A universidade é para poucos e precária, mas para avançar é preciso defender os lutadores!

O sistema universitário que temos é completamente elitista e racista. As cotas temos, em alguns lugares, e só pela metade (nas estaduais paulistas é menos ainda que oferecem e com mais elitismo!). E centenas de milhares de negros ficam de fora da universidade mesmo com as cotas. A educação básica, as creches, hospitais, quando existem são precarizados. É preciso lutar para que todos possam estudar com o fim do vestibular! Precisamos lutar pela estatização das universidades privadas sem indenização, combatendo o filtro social imposto a juventude pobre e negra, queremos uma universidade a serviço da classe trabalhadora, que coloque seu conhecimento a serviço das necessidades da população e não de interesses privados!

É preciso lutar para que todos possam permanecer na universidade com restaurantes e alojamentos de qualidade, gratuitos e sem terceirização do trabalho!

Em nossos locais de estudos não somos alheios a precarização que tentam tornar invisível através da terceirização. Para além da precarização do ensino, a precarização do trabalho está presente em todos os lugares, dos canteiros de obras do PAC e das obras das Olimpíadas e Copa do Mundo, baseado na superexploração dos trabalhadores que grande maioria são negros e mulheres, por isso se faz necessário lutar pelo fim da terceirização e efetivação dos terceirizados sem concurso publico, construir um grande movimento contra a precarização do trabalho, que seja a voz dos setores mais explorados da classe trabalhadora.

Porém para conseguirmos o que nos falta é preciso defender aqueles que estão hoje lutando. O revolucionário russo Leon Trotsky dizia que “só merece novas conquistas aquele que defende as conquistas passadas†. É com este espírito que devemos encarar o monstruoso ataque que o governo tucano de Alckmin e o reitor Rodas querem eliminar 72 estudantes e trabalhadores e até mesmo ameaça prendê-los por formação de quadrilha!
E não é só os tucanos que tomam medidas contra os lutadores, mas as patronais, os latifundiários e também o governo Dilma. Por isso, consideramos também fundamental em meio a escalada repressiva do Governo, com repressão e prisão dos trabalhadores em Jirau a Amapá, os assassinatos de militantes do MST no campo, o brutal ataque contra o Pinheirinho, o despejo da Aldeia Maracanã, a perseguição e internação compulsória aos usuários de Crack em São Paulo e no Rio de Janeiro, a repressão cotidiana a juventude negra e pobre dos morros, favelas e periferias. Nesse sentido, consideramos uma das tarefas centrais da ANEL coordenar nacionalmente as lutas contra o governo e a repressão, em defesa dos 72 estudantes da USP e de todos os lutadores que vem sendo processados e perseguidos, como os estudantes da UFMT que foram violentamente reprimidos pela PM por lutar por permanência estudantil. Relacionando a repressão dentro das universidades com a repressão cotidiana nas periferias, morros e favelas é queremos organizar uma ampla campanha contra a repressão!

ANEL: uma alternativa anti-governista, independente dos patrões e dos governos!

Em meio a uma das maiores greves da educação dos últimos anos a UNE mais uma vez mostrou sua cara. Passa por cima dos estudantes grevistas, dos Comando Nacional de Greve e foi negociar com Mercadante. Demonstra com isso que seus métodos não estão baseados na auto-organização, nas assembleias, mas desde sua localização na direção majoritária da UNE e seu lugar junto ao governo, querem fazer o movimento engolir os projetos privatizadores que estão no “pacote†do PNE e ignorar a ameaça de ataques aos técnicos-administrativos. Isso demonstra, mais uma vez, que a direção majoritária da UNE tem como único compromisso sua fidelidade na aliança com o governo Dilma e às verbas governamentais destinadas ao financiamento milionário dessa entidade e aos monopólios da educação.

Façamos da preparação ao congresso um passo efetivo para a luta dos negros, mulheres, dxs LGTTBIs!

A juventude hoje precisa dar um basta aos ataques racistas, machistas e homofóbicos que aliados de Dilma como Feliciano vem fazendo. Porém não achamos que isto será feito só com pressão ao parlamento e substituindo Feliciano por algum congressista progressista. Para realmente lutar pelo direito ao aborto, livre, legal, seguro e gratuito, contra a homofobia e pelo direito ao casamento igualitário e pela livre expressão da sexualidade não será pela via de parlamentares e do parlamento que arrancaremos nossos direitos, mas sim pela mobilização independente da juventude junto a classe trabalhadora! Podemos e devemos buscar o apoio da classe trabalhadora ajudá-la a superar os preconceitos que as patronais, as igrejas e a burocracia sindical incutem! O machismo, o racismo, a homofobia são funcionais àburguesia!Na luta os trabalhadores avançam contra os preconceitos e contra a divisão das fileiras da classe trabalhadora!

Construamos o II Congresso da ANEL! Por uma ala conseqüente na ANEL, que defenda cada lutador e leve seu programa às ruas!

A ANEL é hoje um importante espaço nacional anti-governista, que defende a independência de classe dos governos e patrões, que reúne centenas de estudantes de esquerda de todo país, mesmo grande diferenças com a direção majoritária PSTU, defendemos a partir de nossas posições a construção desta entidade e fazemos um chamado para o seu II Congresso. Nós da Juventude à S RUAS (LER-QI e Independentes) que construímos uma ala dentro da ANEL, enxergamos a necessidade de recuperar a tradição da organização da juventude em aliança com a classe trabalhadora para poder construir uma entidade combativa e que consiga aportar nos futuros desafios impostos pelo novo cenário internacional.

O programa e a estratégia que vem sendo levantado pela juventude do PSTU – direção majoritária da ANEL , é um claro limite para que essa entidade possa dialogar com a massiva base dos estudantes sinceros que ainda tem ilusões na UNE e no governo do PT e possa cumprir um papel superior na organização estudantil nacional. A estratégia que o PSTU vem adotando é tentar aproximar os setores do PSOL da Oposição de Esquerda para formar uma entidade nacional maior e ganhar mais entidades. Ainda que tenhamos acordo em incidir nas bases destes setores e também nas bases da UNE entendemos que não deva ser como a majoritária da ANEL ( PSTU) vem fazendo, deixando o programa de aliança operário estudantil e do fim do vestibular para os dias de festa e das resoluções emergências como defesa dos lutadores e contra a repressão que não saem do papel. Na pratica se adaptam ao programa reformista do PSOL que se limita a lutar por questões mínimas, se limitam a defender a universidade nos moldes que estão hoje. Para nós se trata de construir desde as universidades e escolas um movimento estudantil para fazer diferença na luta de classes!

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