Movimento Operário

ELEIÇÕES SINDICAIS DA APEOESP

Candidatos do Professores pela Base: retomar o sindicato para a luta contra a precarização

17 Apr 2014   |   comentários

No dia 6 maio haverá as eleições sindicais. É preciso varrer essa burocracia para lutar contra precarização da Educação.

A precariedade da Educação no país é chocante. Não àtoa foi contestada pelas manifestações contra a Copa, que denunciavam que enquanto patrões e governos lucrarão horrores, os professores e a Educação estão àmíngua. A realidade do professor é uma demonstração inquestionável disso. A atribuição de aulas esse ano no estado foi caótica. Os professores categoria O, que são os mais precarizados, atribuíram aulas para em seguida perdê-las, caindo numa situação de incerteza ainda maior sobre se terão trabalho. Os efetivos, por sua vez, também estão cada vez mais precarizados, tendo que encarar uma jornada de absurdas 65hs aulas semanais, para ter um salário menos indigno. O concurso, que a burocracia petista havia vendido como uma grande conquista foi uma falácia, já que vários aprovados não foram convocados, e não sabem se serão. O resultado disso é o paradoxo de alunos sem professores, e professores sem trabalho.

Essa situação, gerada pelo governo tucano de Alckimin e mantida cuidadosamente pela burocracia petista, que há décadas parasita o sindicato com Bebel àdiante, já alcançou o seu limite há tempos. Demonstra que em termos de humilhação aos professores, petistas e tucanos pouco diferem. Bebel, para garantir os interesses do governo federal, levantou a greve convocada pela CNTE temendo que esta saísse do controle às vésperas da Copa. Demonstra na prática que é conivente com o senso comum propagado pelos meios burgueses, de que acabar como ano letivo para fazer Copa tudo bem, mas quando as aulas param por conta das greves, a culpa é dos professores. Bebel e a Chapa 1 traíram nossa greve do ano passado, para negociar um acordo com Alckmin e impedir que a greve se estendesse, e pudesse confluir com a greve dos professores municipais, mostrando que Hadadd também está contra os professores. Trata-se de uma burocracia, que se encastelou no sindicato para transformá-lo num freio da luta dos professores.

No dia 6 maio haverá as eleições sindicais. É preciso varrer essa burocracia para lutar contra precarização da Educação. Precisamos conquistar o salário mínimo do DIEESE para 30h semanais, com metade do trabalho em sala e metade fora, a efetivação imediata de todos os professores, sem concurso público, e a divisão de alunos por sala de aula, para que todos os alunos tenham professores e todos os professores tenham trabalho. É necessário também que os professores se unifiquem com as demais categorias que saem a lutar, e que o sindicato esteja a serviço dessa política, e que haja controle da base, através de assembleias reais, que sirvam para mobilizar os professores. As subsedes nas mãos da burocracia vão no oposto disso. Portanto é preciso que expulsemos a burocracia petista daí também, para que estes espaços sejam recolocados àserviço das nossas demandas.

A agrupação Professores pela Base luta no interior da Chapa 4 – Oposição Alternativa por esse programa. Com candidatos na zona norte e sudoeste, da capital, além de Santo André, Marília e Campinas, reunimos professores categorias Fs, Os e efetivos para que juntos possamos expulsar a burocracia, retomar o sindicato e transformá-lo em um instrumento de luta que de fato busque responder a essas demandas tão sentidas pelos professores.

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