Movimento Operário

METROVIÃ RIOS

Campanha contra ameaças a militante da LER-QI em metroviários

11 May 2012   |   comentários

No 10º Congresso dos Metroviários de São Paulo, ocorrido entre os dias 13 e 15 de abril de 2012, fez parte de nossa tese uma discussão sobre o corpo de segurança no Metrô. Defendemos que a segurança seja treinada e controlada pelo sindicato, cumprindo um papel de segurança operacional e aliada àpopulação, justamente para fazer frente àpolítica do governo e da empresa de treinar a segurança para que cumpra um papel de repressão àpopulação, baseado numa parte da lei 6149/1974, que diz que a segurança do Metrô tem poder de polícia em suas dependências.

Essa discussão gerou polêmica e fez com que setores da segurança se organizassem para votar uma moção de repúdio ànossa tese. Independente dos desacordos com as posições políticas, consideramos um erro grave que setores da diretoria do sindicato, principalmente os ligados ao PSTU, tenham apoiado essa moção, pois esse é um método alheio àtradição do movimento operário do qual fazemos parte e consideramos que o PSTU também faz. Divergência política se trata com discussão e não com moções de repúdio.

Consideramos que isso foi o que abriu espaço para que os setores minoritários e reacionários da segurança se sentissem àvontade para fazer comentários provocativos e machistas ànossa companheira Marília, que foi delegada no Congresso e defendeu nossa tese. Essa situação chegou ao ponto de a companheira receber ameaças telefônicas anônimas no telefone do próprio Metrô, em seu turno de trabalho, dizendo “se prepara que vem chumbo†, além de xingamentos machistas. Esse é um ataque não somente ànossa companheira ou ànossa organização, mas é um ataque anti-operário, anti-sindical e contra todas as mulheres trabalhadoras, pois esses setores reacionários são os mesmos que se colocaram contrários ao apoio que o sindicato dos metroviários corretamente deu aos lutadores da USP ou do Pinheirinho.

Foi votado em assembleia da categoria um posicionamento do sindicato contrário às ameaças e perseguição àcompanheira Marília. No encontro de mulheres da CSP-Conlutas também foi votada uma moção em solidariedade àcompanheira. É necessário um posicionamento público da CSP-Conlutas sobre isso, assim como concretizar a votação da assembleia dos metroviários, e para isso o sindicato deve impulsionar uma campanha em seus jornais e boletins pela democracia operária e contra qualquer ameaça ou perseguição àcompanheira Marília.

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