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Cai o primeiro ministro do governo Dilma

19 Mar 2015 | Em meio à crise política caiu o primeiro ministro no governo Dilma. Cid Gomes foi demitido após controvérsia com o parlamento. Notório inimigo dos educadores, seu curto mandato não deixa saudade em meio à crise nas universidades federais e nas particulares com as mudanças de regras no FIES   |   comentários

Em meio à crise política caiu o primeiro ministro no governo Dilma. Cid Gomes foi demitido após controvérsia com o parlamento. Notório inimigo dos educadores, seu curto mandato não deixa saudade em meio à crise nas universidades federais e nas particulares com as mudanças de regras no FIES

O ministro da educação Cid Gomes foi afastado de seu cargo hoje. Esta demissão ocorreu após o ex-governador do Ceará e importante ator político do partido aliado de Dilma, PROS, participar de sessão no parlamento onde estava sendo questionado. Não faltavam motivos para que o ministro caísse, fosse pela provocação ao Parlamento e (por esta via ao PMDB) que este havia feito, bem como pela imensa crise que está se gestando em todo sistema universitário brasileiro.

O motivo mais provável para sua queda foi a crise institucional que este abriu ao afirmar poucas semanas atrás que no congresso havia “uns 400 deputados, 300 deputados que quanto pior melhor para eles†, que só queria “achacar†o governo. Esta posição já havia levado o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, a abrir processo contra o ministro e o líder do PMDB, Leonardo Picciani, a declarar que se o ministro não caísse o PMDB romperia com o governo.

A bravata de Picciani (improvável, pois o PMDB romperiam com seu próprio vice-presidente Michel Temer), não deixou de ficar registrada, e em meio a crise do governo Dilma, nada mais natural que um movimento desta para buscar arrefecer as criticas e problemas que está tendo com o congresso e em particular o PMDB.

A saída deste ministro também acontece em meio a uma grande crise que está se gestando sob o ministério da educação. Cid Gomes já havia atraído críticas quando havia sido nomeado para este ministério devido a seus ataques a educação quando governou o Ceará, chegando até a falar que os professores deveriam “trabalhar por amor†(e não por salário). Mas, mais importante que seu passado é a crise que está se gestando em meio ao imenso corte de verbas que sofreu este ministério, atacando sobretudo as universidades públicas, levando diversas universidades federais a ter greves de terceirizados por falta de pagamento, demissões em massa de terceirizados, adiar suas aulas, ou cortar drasticamente bolsas estudantis.

Nas universidades privadas também há grande insatisfação devido a mudanças de regras no fornecimento de financiamento do FIES o que tem ameaçado milhares de estudantes a não mais poder estudar. Esta situação já levou a ocupações de reitorias e outras mobilizações e Dilma a falar publicamente que seu governo havia errado no FIES.

Sob todas estas pressões a saída de Cid Gomes não é algo inesperado, mas a rapidez como caiu este aliado do governo, dá mais uma mostra da crise do governo Dilma. Ainda não se sabe, se com esta queda o governo buscará recompensar o PMDB e tomar maiores medidas para lhe aplacar as críticas, mas o que é menos esperado de um governo que tem tomado tantas medidas contra os trabalhadores é que o novo ministro venha a reverter os ataques em curso. Para isto é só com a luta dos trabalhadores e da juventude é que podemos contar.

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