Movimento Operário

CORREIOS: É necessário um calendário nacional de luta único

19 Mar 2015   |   comentários

A ECT, seguindo a orientação do governo, vem a cada dia aumentando os ataques aos trabalhadores. Condições de trabalho cada dia mais precárias, privatização e sucateamento do convênio médico.

A ECT, seguindo a orientação do governo, vem a cada dia aumentando os ataques aos trabalhadores. Condições de trabalho cada dia mais precárias, privatização e sucateamento do convênio médico, sobrecarga excessiva de trabalho e criação de subsidiárias privadas como a Correios–Par são alguns exemplos. Recentemente ficamos sabendo que a empresa pretende abrir concurso para temporários e aumentar a taxa do Postalis devido àenorme dívida que esta contraiu por conta dos esquemas de corrupção e desvio de verba.

Em resposta aos ataques, a FENTECT deliberou no fim do ano passado um calendário de lutas a partir de seus colegiados. Nesta semana, seguindo esse calendário, alguns sindicatos da FENTECT ligados a esquerda aprovaram greve, como Campinas, Minas Gerais e Bahia; e outros realizaram paralisações, como no Vale do Paraíba, Santa Catarina e Paraná. Os sindicatos que fazem parte da FENTECT, mas são dirigidos pela Articulação (PT), ignoraram o calendário. A FINDECT (federação ligada ao PCdoB/CTB, onde os sindicatos de SP e RJ estão filiados) se manteve em silêncio durante todo esse tempo, e só agora resolveu puxar uma assembleia de greve no RJ para dia 1/4 (um distanciamento considerável do plano de lutas nacional), e em São Paulo está chamando assembleias regionais nos lugares onde possuem maior base (Zonas Norte e Leste).

As medidas que a empresa tem implementado com o nome de "modernização" afetam profundamente todos os ecetistas e também a população, e não podem passar sem resistência. Se todos os sindicatos se posicionaram contra os ataques, como fizeram em palavras em seus boletins e nos chamados separados de mobilização, precisam mostrar coerência e ser consequentes com essa posição. Não bastam medidas isoladas. É preciso um calendário unificado das duas federações para inverter o tabuleiro do jogo e derrotar este projeto da empresa e do governo. Para de fato barrar os ataques, é urgente uma forte mobilização da categoria nacionalmente. Em São Paulo, onde está concentrada uma parcela enorme da categoria, é necessário cobrar do sindicato que ele discuta e mobilize toda sua base, não apenas as regiões onde tem maior peso.

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