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UNIVERSIDADE

Burocracia acadêmica persegue e demite funcionário na UNESP de Franca

03 Dec 2009   |   comentários

A burocracia acadêmica da Unesp de Franca, que sabemos que defende a entrada da polícia para reprimir os estudantes e funcionários mobilizados e que é complacente com as empresas terceirizadas que não pagam os salários das trabalhadoras da limpeza, desferiu mais um ataque contra os setores que lutam em defesa da universidade pública. Os burocratas se aproveitaram do final do semestre, época em que tradicionalmente os estudantes estão envoltos em provas e trabalhos acadêmicos, para efetivar a demissão do servidor técnico administrativo Frederico Goulart (O Fredi).

Fredi, apesar de estar há apenas três anos na universidade, é uma figura reconhecida na luta pelos direitos dos funcionários. Recentemente fez uma denúncia sobre um suposto uso irregular com a verba proveniente das multas pagas para a biblioteca da faculdade. Esse dinheiro, que deveria ser usado para a compra de livros e outras benfeitorias para nossa biblioteca, estava indo para benefícios próprios de supervisores e chefes de seção.

O diretor, seu vice e toda a corja burocrática que os cercam, não só deixaram de apurar essa denúncia como acabaram por efetivar um processo inquisitório que culminou com a exoneração de Fredi, com o cínico argumento de que esse criava um clima de instabilidade em sua repartição.

Esse recente ataque não é um fato isolado, pelo contrário, é parte de uma onda repressiva contra todos os setores que se colocam em luta no país. No Estado de São Paulo, o Governo tucano de Serra, apoiado por partidos como DEM e PPS, vem levando a cabo uma brutal repressão contra o combativo sindicato dos trabalhadores da USP (SINTUSP) através da demissão arbitrária, ilegal e antisindical do diretor Claudionor Brandão. Em outros Estados, como o Rio Grande do Sul governado pelo PSDB ou no Pará governado pelo PT, os trabalhadores sem terra do MST, que lutam pelo direito democrático de reforma agrária, sofrem perseguições e assassinatos efetivados pela própria polícia.

É mais do que necessário que levemos a frente uma forte e ampla campanha contra essa onda repressiva em nosso país. Construindo uma verdadeira aliança entre os setores combativos da classe trabalhadora do campo da cidade. No estado paulista é de extrema importância que os funcionários e estudantes das universidades estaduais, funcionários da SABESP que lutam contra demissões e todos os lutadores em geral unam forças para barrar os ataques do bloco reacionário PSDB, DEM e PPS.

Também precisamos levar em consideração que nas universidades essa onda repressiva por parte da burocracia e do governo é sustentada pela atual estrutura de poder arcaica, reacionária e antidemocrática das instituições de ensino superior, onde os funcionários e os estudantes não tem voz nenhuma. É por isso que achamos que uma luta realmente eficaz contra a repressão nas universidades deve estar colada com uma luta pela democratização no regime universitário. Não uma “meia†democratização como defendem alguns professores, mas sim um governo universitário tripartite (formado pelos três setores) elegido diretamente e com voto universal (cada pessoa um voto).

Nós da LER-QI somos parte de uma ampla camada de estudantes que estão organizando a luta contra essa medida autoritária da burocracia. Desde já expressamos nossa total solidariedade ativa na luta pela imediata readmissão do funcionário Fred e chamamos a todos para participar das inúmeras ações que serão levadas a frente apara repudiar esse ataque.

PELA IMEDIATA READMISSÃO DO FUNCIONà RIO FRED!

FORA A BUROCRACIA ACADÊMICA COMPLACENTE COM A CORRUPÇÃO!

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