Domingo 21 de Julho de 2019

Partido

Fundação Santo André

Brandão e Raul Godoy participam de debates na calourada

20 Feb 2009   |   comentários

Brandão debate “A crise e os perseguidos políticosâ€

Na última segunda-feira, 16 de fevereiro, foi realizado na Fundação Santo André o debate “A crise e os perseguidos políticos†, como parte da Calourada 2009 ’ organizada pelo Diretório Acadêmico Honestino Guimarães e Colegiado de Ciências Sociais. Compuseram a mesa Claudionor Brandão, diretor do Sintusp demitido e dirigente da LER-QI, e Neto, do PSTU.

Neto abriu o debate abordando a crise capitalista em curso e os ataques da burguesia sobre os trabalhadores que já se expressam em milhões de demissões pelo mundo. Sobre o Brasil, Neto colocou que o governo Lula destina rios de dinheiro aos empresários, com o apoio da CUT, enquanto a Força Sindical defende abertamente a redução de jornada com redução de salários. Nesse contexto, afirmou, é muito importante defender os lutadores que são perseguidos como é o caso do companheiro Brandão.

Brandão explicou aos estudantes o processo de perseguição política que vem sofrendo e culminou com sua demissão no fim de 2008. A organização de piquetes e o apoio àorganização dos trabalhadores terceirizados contra os abusos que sofrem fazem parte do rol de motivos alegados pela Reitoria para lançar suas punições. Junto a Brandão, há outros trabalhadores e estudantes sendo processados. Ele contextualizou esse processo de repressão, relacionando-o dos ataques que o governo tucano tenta implementar nas universidades paulistas e que para isso busca de todas as maneiras extinguir a vanguarda principalmente na USP. Brandão colocou ainda que com o desenvolvimento da crise essas perseguições tendem a aumentar porque para que a burguesia consiga implementar a sua saída para a crise, terá de se esforçar para acabar com toda resistência dos trabalhadores. A grande questão que está colocada é se os trabalhadores serão capazes de impor a sua própria saída, ocupando e lutando para estatizar sob controle dos trabalhadores toda empresa que demite ou ameaça fechar, lutando para estatizar todas as escolas e faculdade privadas, entre outras medidas que só podem ser impostas com a força da mobilização dos trabalhadores. Por fim, Brandão colocou que é fundamental discutir a necessidade de construção de um partido revolucionário para dar cabo das tarefas que vão se colocar daqui pra frente, e nesse sentido é preciso abrir um debate estratégico e programático profundo na esquerda.

Raul Godoy e Valério Arcary debatem a “As Internacionais Comunistas e a Luta dos Trabalhadores Hoje: Zanon 7 Anos de Gestão Operáriaâ€

No último dia 13 de fevereiro, aconteceu na Fundação Santo André o debate sobre “As Internacionais Comunistas e a Luta dos Trabalhadores Hoje: Zanon 7 Anos de Gestão Operária†.

A mesa foi composta por Raul Godóy, diretor do Sincato Ceramista de Neuquén e militante do PTS e por Valério Arcary, dirigente do PSTU. A discussão das Internacionais comunistas foi colocada historicamente e com o exemplo da Fábrica Zanon, mostrou a necessidade de entender a luta dos revolucionários de ontem, para se concretizar em um programa que responda ofensivamente as necessidades dos trabalhadores de hoje.

Abordando a dimensão da crise do capitalismo que começa a se desenvolver, cada vez com mais força e com mais ataques aos trabalhadores do mundo todo, a resistência e combatividade da luta dos Operários e Operárias de Zanon, aparece como um exemplo a ser seguido por trabalhadores de todas as partes do mundo, que cada vez mais deverão se preparar para responder as saída da burguesia para a crise.

O debate contou com a participação de quase 100 estudantes e seguiu a linha da necessidade de retomar o Programa de Transição de Leon Trotsky, para responder a altura dos ataques que estão por vir.

Raul Godóy apresentou a história de luta da fábrica e prestou solidariedade a campanha de Brandão, demitido por perseguição política da USP, colocando a necessidade emergente de unir as fileiras da classe para dar uma saída de fundo, as perseguições e tentativa das patronais de impedir que os trabalhadores se organizem.

Ao final ressaltou como a crise capitalista coloca um enorme desafio para as organizações operárias e os trotskistas, que vêm de anos de isolamento e retrocesso. Nesse momento, inclusive organizações trostkistas importantes como a LCR francesa, que já haviam abandonado uma política revolucionária, estão dando um passo além, se dissolvendo num partido anticapitalista sem uma clara definição de classe que e que não tem uma estratégia revolucionária para tomar o poder. Defendeu a necessidade de as organizações trotskistas que seguem reivindicando uma estratégia e um programa revolucionários, busquem todas as formas de intervir conjuntamente na luta classes onde exista acordo, ao passo em que seguem debatendo suas diferenças.

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