São Paulo

Brandão chama sindicatos a se mobilizarem contra a falta de água

17 Oct 2014   |   comentários

“Precisamos chamar todos os sindicatos a se mobilizarem junto com a população de cada bairro para dar um basta nisso".

Depois das eleições, aumentou enormemente a crise de abastecimento. A falta d’água já atinge 13,7 milhões de pessoas em 68 municípios de São Paulo, fora a capital. Desses, 38 já adotaram o racionamento, três estão em situação de emergência e um em calamidade pública, com regiões sem água por mais de 20 dias. A Sabesp reconhece a possibilidade do sistema Cantareira secar em novembro.

Começam a se espalhar protestos pelo estado. Em Campinas e Itú alguns bairros se rebelaram, cortando rodovias e pondo fogo em barricadas, sendo violentamente reprimidos pela polícia.

Frente a esse cenário, Claudionor Brandão, diretor do Sindicato dos Trabalhadores da USP, chama os sindicatos a se mobilizarem contra a crise de abastecimento que vem provocando cada vez mais sofrimento àpopulação:

“Esse governo Alckmin é mentiroso e irresponsável. Segue colocando a culpa em São Pedro e dizendo na cara de pau que não tem racionamento de água. Todo mundo sabe que a Sabesp já sabia desses riscos há pelo menos dois anos. Como se não bastassem as inúmeras denúncias da imprensa, qualquer um já sofre diretamente ou conhece alguém que sofre com a falta de água nos últimos meses. Não podemos permitir que os investidores da Sabesp e os que parasitam a dívida pública do estado sigam lucrando horrores enquanto nós sofremos essas privações".

O diretor do Sintusp chama os sindicatos a mobilizar suas bases: “Precisamos chamar todos os sindicatos a se mobilizarem junto com a população de cada bairro para dar um basta nisso. A começar pelo Sindicato dos Trabalhadores da Sabesp, dirigido pelo PCdoB e filiado àCTB. Mas também os sindicatos da CUT, Força Sindical, CTB, CSP-Conlutas e demais centrais.â€

Para resolver o problema emergencialmente, Brandão propõe “Sair às ruas para exigir a imediata conversão dos sistemas de abastecimento de água, transferindo o montante que vai para clubes aquáticos, resorts, parques, fontes públicas e bairros ricos para todos os bairros da periferia que estão desabastecidas. Precisamos exigir que as grandes redes de supermercado disponibilizem água mineral para todos que necessitem.â€

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