Movimento Operário

NENHUMA PUNIÇÃO AOS LUTADORES: ABAIXO A COMPENSAÇÃO DE HORAS! PAGAMENTO IMEDIATO DO ABONO SALARIAL DE 28,6%!

Boletim Nossa Classe USP #7

15 Sep 2014   |   comentários

A reitoria da USP e o governo de São Paulo tentaram de todas as formas derrotar a greve dos trabalhadores das universidades estaduais. Agora, Zago que, foi obrigado a devolver os salários descontados e sofreu uma derrota na justiça, não quer cumprir nem mesmo o abono salarial de 28,6% apontado pelo TRT!!

NENHUMA PUNIÇÃO AOS LUTADORES: ABAIXO A COMPENSAÇÃO DE HORAS!
PAGAMENTO IMEDIATO DO ABONO SALARIAL DE 28,6%!

A reitoria da USP e o governo de São Paulo tentaram de todas as formas derrotar a greve dos trabalhadores das universidades estaduais. Agora, Zago que, foi obrigado a devolver os salários descontados e sofreu uma derrota na justiça, não quer cumprir nem mesmo o abono salarial de 28,6% apontado pelo TRT!! Depois de dizer na imprensa que “está se divertindo†diante de uma crise politica que já dura quase 4 meses, Zago quer punir os trabalhadores com a reposição de todas as horas de mais de 110 dias de uma greve se estendeu pelo autoritarismo da própria reitoria atacando ao direito de greve e buscando “acabar com a dinâmica de sindicalismo no meio acadêmico†. Apoiados na força do nosso movimento enfrentamos o corte de ponto, a repressão policial e o autoritarismo da reitoria durante mais de 110 dias de greve, SEM ARREGO!! Não aceitaremos nenhuma punição aos lutadores! Abaixo a reposição de horas! Pagamento imediato do abono salarial de 28,6%!

Mais verbas para as universidades e para a educação! Abertura de todas as contas! Abaixo os privilégios da burocracia acadêmica!

O debate sobre a crise orçamentária na USP continua presente nas declarações de Zago e Alckmin que se negam a tratar do necessário aumento de verbas para a universidade e para a educação, resumindo a questão a um problema de gestão. Esta é a forma de justificar que a crise seja descarregada nas costas dos trabalhadores que pagam com seus salários e empregos uma crise provocada pela reitoria, pela burocracia acadêmica e pelo governo que, mantém o segredo total nas contas da universidade e se negam a reconhecer que as universidades estaduais paulistas passaram por uma enorme expansão nos últimos anos, mantendo um orçamento baseado nos mesmos 9,57% do ICMS desde 1995 (!!) e desde então se negando a aumentar as verbas para as universidades e para a educação. É necessário abrir as contas da universidade e acabar com os privilégios da burocracia acadêmica e ao mesmo tempo impor através de nossa luta o aumento de verbas para as universidades e para a educação!

JOÃO DONATI PRESENTE! Punição aos responsáveis! Abaixo a homofobia!

Na última quarta-feira mais um jovem homossexual foi brutalmente assassinado. Dessa vez, no país com maior índice de assassinatos de homo e transsexuais no mundo (um por dia), a vítima foi o goiano Joao Donati. A homofobia se expressa no cotidiano de todo trabalhador: começa na piada, passa pelo deboche e isolamento e pode chegar até mesmo na agressão e assassinato.

Toda essa opressão que reproduzimos contra uma pessoa que se identifique com o gênero (homem/mulher) oposto do qual ela nasceu (travesti e transexual) ou contra uma pessoa que sinta desejos sexuais por outra do mesmo gênero (homossexual - gay e lésbica) nos é ensinada desde cedo dentro das nossas famílias, nas escolas, nos programas de televisão e também em algumas igrejas. Essa opressão também é incentivada por vários partidos, governos e bancadas parlamentares e encoberta pelas instituições do Estado, como a polícia e a justiça.

Nessas eleições vemos, por um lado, Marina (PSB) e Aécio (PSDB) retirarem de seus programas de governo qualquer menção ao combate àhomofobia ou a igualdade de direitos entre as pessoas, independente de seus desejos sexuais, por outro lado, Dilma (PT) faz promessas de criminalizar a homofobia e aprovar o casamento igualitário após passar quatro anos governando aliada com Marcos Feliciano (PSC) e sua bancada parlamentar e vetando projetos como o Kit anti-homofobia.

Não podemos esperar deles nenhum combate sério àhomofobia. A classe dominante utiliza dessa e de outras formas de opressão para dividir nossa classe e melhor explorar os trabalhadores, por isso precisa partir de nós, trabalhadores em greve, a resposta para o assassinato de João Donati e tantos outros homossexuais. A ida de uma delegação do Comando de Greve ao ato de sábado passado contra a homofobia é um exemplo a ser seguido por todas as categorias. Também a iniciativa do DEBATE SOBRE AS OPRESSÕES, terça-feira, 16/09, às 9 horas no SINTUSP, contra o machismo, a homofobia e a transfobia é um espaço de fundamental importância para toda a nossa categoria participar!

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