Mulher

Bloco de Carnaval "Oh abre vagas" denuncia Reitoria da USP e exige abertura de vagas nas Creches

12 Feb 2015   |   comentários

No dia 11/02 ocorreu uma importante manifestação de trabalhadoras, trabalhadores, mães, pais e crianças das Creches da USP. Foi o Bloco de Carnaval "Oh abre vagas".

No dia 11/02 ocorreu uma importante manifestação de trabalhadoras, trabalhadores, mães, pais e crianças das Creches da USP. Foi o Bloco de Carnaval "Oh abre vagas". Em um ato lúdico e divertido, a manifestação conseguiu passar o recado: o Reitor (monstro paga-vagas) está retirando vagas de crianças e bebês que entrariam esse ano nas Creches da USP. Sobre o Bloco de Carnaval, Diana Assunção, Diretora do Sintusp e responsável pela Secretaria de Mulheres comentou que: "Foi uma linda manifestação que reuniu todos que constroem e apoiam a luta das Creches da USP. Vários jornais e TV´s cobriram o ato mostrando a crueldade das medidas do Reitor Zago atingindo em especial crianças e mulheres".

Diana também considera que é necessário lutar não somente pra que nenhuma criança fique de fora mas pra que haja contratação imediata de funcionários. "As Creches da USP já vinham funcionando com um número reduzido de funcionários. Hoje, lutamos pra que nenhuma criança fique de fora, inclusive com trabalhadoras e trabalhadores se auto-organizando pra receber todos os bebês. Ao mesmo tempo, nossa consigna deve ser contratação imediata. O Reitor impôs um Plano de Demissão Voluntária que excluiu postos de trabalho além de ter congelado contratação. Essa combinação leva a uma crise que hoje chamamos de desmonte da Universidade, e não vamos aceitar". Diana denunciou a situação das mães estudantes: "Sabemos que muitas das mães que ficaram sem creche são estudantes que estão agora em uma situação caótica em suas vidas, tendo que levar seus filhos para dentro da sala de aula. Temos notícia inclusive de uma estudante que foi expulsa da aula, junto com seu bebê, pois segundo o professor eles estavam atrapalhando a aula. É este tipo de situação que mães e bebês vivem na ’melhor’ universidade do país".

Diana lembrou também que o desmonte está acontecendo em várias unidades e que a luta deve ser conjunta. Sobre as Creches, complementou "Apoiamos também as trabalhadoras das Creches na luta pelo reconhecimento como professoras e professores, que estão travando há anos e a Reitoria continua enrolando, mesmo após terem conseguido a aprovação desta lei. E também lutamos, conforme votamos no V Encontro das Mulheres Trabalhadoras da USP, por mais vagas e mais creches na USP, pra atender toda a demanda. Queremos também vagas para todas as trabalhadoras terceirizadas da USP. Elas limpam as creches e seus filhos não podem ter esse direito, é um absurdo".

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