Quinta 22 de Agosto de 2019

Movimento Operário

Entrevista

Ataque àeducação no ensino municipal da Zona Oeste de São Paulo

10 Aug 2006 | A seguir entrevistamos Iara, uma trabalhadora do serviço terceirizado de limpeza da USP e estudante da Escola Municipal de Ensino fundamental “Brasil-Japão†, no Rio Pequeno, região próxima à universidade.   |   comentários

Jornal Palavra Operária: O que está acontecendo na sua escola e nas demais escolas da região?

No último período nós estudantes do programa de educação de Jovens e Adultos estamos sofrendo com o fechamento de salas de aula. Isso implica tanto na diminuição do número de vagas oferecidas, como na piora da qualidade do ensino.

Para fechar as salas, a diretora da escola alegou que não tem demanda e que dá muito gasto e pouco resultado. Mas tem uma lista de inscritos bem considerável que a diretora e seus aliados não mencionam. Parece que eles não vêem a importância para uma pessoa aprender a ler e escrever).

JPO: Como está a mobilização para lutar contra este ataque?

Há alguns professores dispostos a lutar contra esse ataque, que vêm nos apoiando e buscando informações em outras escolas, onde está ocorrendo o para saber se o mesmo problema. Inclusive, em conversa com eles, fica claro que eles perceberam que só vamos sair vitoriosos se os professores e alunos estiverem juntos e buscarem o apoio da comunidade. Foi quando eu falei que conhecia pessoas da USP que poderiam nos ajudar, que estavam acostumados a lutar, fazer greves. Dessa forma, combinamos de em breve fazer um debate na escola falando sobre esses ataques e a necessidade de se lutar por mais verbas para a educação publica.

Essa discussão foi feita na última reunião do Conselho de Escola (quarta-feira 9/08) na qual participei como representante dos alunos. Nessa reunião de Conselho, eu e mais dois professores conseguimos aprovar uma manifestação na avenida Politécnica que esta marcada para setembro (na queremos buscar o amplo apoio de estudantes e professores da USP). Foi idéia de um dos professores, inclusive um possível fechamento da avenida. A outra medida é um abaixo assinado que já temos passado na comunidade e que queremos fortalecer, com as pessoas que diretamente sentem com a falta de salas, e também dentro da USP e em diferentes locais de trabalho da região.

JPO: Porque você acha que estão fechando as salas de aula?

Nós estamos correndo atrás de ver isto melhor. Mas lá na USP este ano teve uma greve por aumento de verbas para a universidade. E lá nós aprendemos que os governos retiram o dinheiro da educação pra repassar este dinheiro pros banqueiros e pros patrões.

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