Movimento Operário

DENÚNCIA EM CONTAGEM - MG

Assédio Moral na Vallourec/Mannesmann

01 Feb 2015   |   comentários

Os casos mais recentes de assédio moral feita pela patronal na Vallourec estão deixando os trabalhadores à flor da pele. As perseguições e humilhações vividas pelos operários de vários setores da empresa fazem parecer que estamos de volta na Ditadura Militar, quando o único direito do trabalhador era o de abaixar a cabeça.

Os casos mais recentes de assédio moral feita pela patronal na Vallourec estão deixando os trabalhadores àflor da pele. As perseguições e humilhações vividas pelos operários de vários setores da empresa fazem parecer que estamos de volta na Ditadura Militar, quando o único direito do trabalhador era o de abaixar a cabeça.

Em diferentes áreas sabemos que existem trabalhadores sendo perseguidos por não concordarem plenamente com as atitudes da patronal, casos de chefia dando soco na mesa pra intimidar os trabalhadores e supervisores usando a demissão como ameaça pra impor um ritmo ainda mais pesado na produção e em outros setores.

Ano passado na PAL (laminação automática), um trabalhador, operador de ponte rolante experiente, foi demitido por não concordar com o uso de controle remoto nas pontes rolantes, que além de retirar postos de trabalho, na maioria das vezes deixa o operador sem visão e a área fica muito mais insegura. Os supervisores do turno 2 e 3 já são bem famosos pela reatividade deles e não dão dimensão a um diálogo mais amplo. Os trabalhadores desse setor não tem direito a opinião, somente o direito a ficar em silêncio e sofrer pressão em volta a uma sequência desorganizada. A PAL é exemplo claro de um setor afetado por perseguições feitas pela patronal, por uma liderança que só vê o próprio umbigo e que é acariciada por uma gerência indiferente aos operários.

Onde estão os conceitos da dialogia?


A PAL (Laminação Automática) esta mergulhada em insatisfação

Faltam clareza e igualdade nos planos de carreira dos operários; alguns têm privilégios e outros só a negação. Falta também opinião, falta transparência, e a segurança nem sempre está em primeiro lugar.

Se alguém falar o que pensa, não tem direito a promoção por melhor profissional que seja, pois o supervisor sempre vai achar um motivo para não promover alguém com coragem para dizer o que pensa. No turno 2 o supervisor humilha em pleno DDS qualquer um que pense diferente, assim todos se calam, e o silêncio em sua plena indiferença é a única arma.


Não é de hoje que os acionistas da empresa investem na formação de gerentes, supervisores e líderes que são treinados pra “impor a sua liderança†e tocar o terror na turma caso seja preciso. São verdadeiros carrascos da produção que fazem de tudo pra produzir com o menor custo possível e enviar diretamente pras mãos do capital estrangeiro todo o lucro que é gerado pelo suor dos trabalhadores no chão de fábrica. Toda a riqueza que vai pra fora é gerada pelos trabalhadores efetivos e terceirizados da empresa.

Parte dessa chefia àqual nos referimos não sente nenhum pingo de remorso ou compaixão ao reduzir postos de trabalhado e demitir pais e mães de família. Eles não se preocupam se o trabalhador tem um filho ou filha doente, um dependente na família ou se existem contas pra pagar.

Essa realidade é ainda mais cruel quando nos referimos aos companheiros que trabalham nas empresas terceirizadas onde a exploração e precarização são ainda maiores. O assédio moral nas empresas terceirizadas virou uma rotina de trabalho, tão comum e presente quanto qualquer outra coisa.

A luta contra o assédio moral não se isola do restante das demandas dos trabalhadores por um trabalho e salário digno. Ela é também parte da luta contra a precarização e redução dos postos de trabalho, contra a humilhação vinda da chefia e pela valorização de todos os trabalhadores.

Por esse motivo, nós trabalhadores do MOVIMENTO NOSSA CLASSE, que atuamos em greves históricas junto aos garis do RJ, aos trabalhadores da USP e nas mais recentes lutas pra que a CRISE DA à GUA não seja descarregada nas costas dos trabalhadores, nos colocamos na linha de frente junto aos trabalhadores da Vallourec e terceirizadas contra as injustiças praticadas pela patronal e chamamos todos os trabalhadores a se unirem nessa luta. Não existe forma de derrotar os interesses da patronal sem a organização dos trabalhadores.

Envie sua denúncia para nós ou venha ajudar na construção do Movimento Nossa Classe, seja nas discussões no local de trabalho ou na elaboração do Boletim Classista!

MOVIMENTO NOSSA CLASSE - CONTAGEM MG

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